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Piauí

OAB pede prisão domiciliar para advogado alvo da Operação Amigos do Rei

O habeas corpus foi impetrado junto à 6ª Turma Recursal Provisória do Tribunal de Justiça do Ceará.

A Comissão de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Piauí ingressou com habeas corpus pedindo a substituição da prisão preventiva do advogado e procurador do município de Picos, Tiago Lima Iglesias Cabral, em prisão domiciliar ou prisão especial. A ação foi impetrada junto à 6ª Turma Recursal Provisória do Tribunal de Justiça do Ceará, nessa quinta-feira (08).

Tiago, o irmão, o jornalista Diego Iglesias, e o pai, Dirceu Iglesias Filho, foram presos ontem no Piauí durante a "Operação Amigos do Rei", deflagrada pela Polícia Civil do Ceará, em conjunto com o Ministério Público do Ceará e a Polícia Civil do Piauí.

Foto: Reprodução/InstagramTiago Iglesias
Tiago Iglesias

Os irmãos foram presos no bairro Piçarreira, na zona leste de Teresina, pela manhã e o pai, na cidade de Alegrete do Piauí, no final da tarde.

Eles são acusados de envolvimento em fraude em concurso público da Prefeitura de Baixio, no Ceará, referente ao edital 01/2019.

Também foram presos preventivamente Raimundo Amaurílio Araújo Oliveira, conhecido como “Zico”, que é ex-chefe de Gabinete e atual presidente da Câmara Municipal de Baixio e Francisco Bernardo dos Santos, ex-vereador da Câmara Municipal de Baixio.

Liberdade negada

Em relação a Francisco Bernardo dos Santos, Raimundo Amaurílio Araújo Oliveira e Diego Lima Iglesias Cabral o pedido de liberdade foi negado pelo juiz Vara Única da Comarca de Ipaumirim, que manteve de decisão do juiz titular que decretou as prisões preventivas.

Denúncia

O MP denunciou Raimundo Amaurílio Araújo Oliveira pelos crimes de falsidade ideológica qualificada em continuidade delitiva, fraudes em certames de interesse público qualificado, peculato, prevaricação, advocacia administrativa e usurpação de função pública qualificada. Já Francisco Bernardo dos Santos foi denunciado pelos delitos de frustração do caráter competitivo de licitação, falsidade ideológica qualificada em continuidade delitiva, supressão de documento público, fraudes em certames de interesse público qualificado e usurpação de função pública qualificada.

Foto: Reprodução/InstagramTiago Iglesias, à esquerda; Dirceu não foi localizado e Diego Iglesias à direita
Tiago Iglesias, à esquerda; Dirceu e Diego Iglesias à direita

Por fim, Dirceu Iglesias Cabral Filho, Tiago Lima Iglesias Cabral e Diego Lima Iglesias Cabral foram denunciados por associação criminosa, falsidade ideológica qualificada em continuidade delitiva, supressão de documento público e fraudes em certames de interesse público qualificado. O Ministério Público também denunciou Dirceu Iglesias Cabral Filho por frustração do caráter competitivo de licitação.

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