Cerca de 10% dos domicílios indígenas no Piauí não possuíam banheiro de uso exclusivo em 2022, segundo dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento indicou que 9,48% dos lares ocupados por pelo menos um morador indígena carecia de banheiro, o que representa mais do que o dobro da média para o total de domicílios no estado, que era de 4,87%.
Isso significa que, dos 3.588 lares indígenas no Piauí, 340 não tinham banheiro, afetando diretamente 1.046 pessoas. Além disso, o estudo apontou que em 86,04% dos domicílios indígenas havia banheiro de uso exclusivo dos moradores, percentual inferior à média estadual de 92,3%.
Outros 2,42% dos lares indígenas compartilhavam banheiro com mais de um domicílio, enquanto essa taxa para o total dos lares do Piauí era de 0,99%. Ainda, 2,06% das casas indígenas possuíam apenas sanitário rudimentar ou buraco para dejeções, índice superior à média geral do estado, que foi de 1,84%.
Quando se trata de esgotamento sanitário, a situação também é alarmante. Em 40,5% dos domicílios indígenas no Piauí, o sistema utilizado era uma fossa rudimentar ou buraco. Outros 29,43% dos lares indígenas contavam com fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede geral, enquanto apenas 14,63% dos domicílios tinham acesso à rede de esgoto, à rede pluvial ou utilizavam fossas conectadas à rede.
Para o total de domicílios do estado, 44,15% usavam fossa rudimentar, 27,93% tinham fossa séptica e 18,53% estavam conectados à rede de esgoto. Os dados do Censo 2022 revelam que, apesar de a maioria dos lares indígenas contar com algum tipo de infraestrutura sanitária, o acesso a serviços essenciais, como banheiros e esgoto, permanece consideravelmente inferior em comparação ao restante da população piauiense.
Davi Fernandes
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