A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, protocolou nesta segunda-feira (5) uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Gilvan da Federal (PL-ES). A ação judicial acusa o parlamentar de injúria e difamação, com agravantes de misoginia e violência política de gênero.
O episódio ocorreu durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, na última terça-feira (29), com a presença do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na ocasião, Gilvan referiu-se à ministra com termos ofensivos, chamando-a de "amante" — em referência a uma planilha da Odebrecht investigada na Operação Lava Jato — e utilizando também o termo "prostituta".
Em resposta, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e solicitou a cassação do mandato do deputado, alegando quebra de decoro parlamentar e ofensa à honra de Gleisi Hoffmann.
A primeira-dama Janja da Silva se pronunciou na última sexta-feira (2), cobrando uma posição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), contra o que chamou de “ciclo de misoginia” no Legislativo. "Precisamos que medidas firmes sejam tomadas para coibir esses atos de violência", afirmou Janja.
Atendendo à pressão, Motta protocolou uma representação na Mesa Diretora da Câmara pedindo a suspensão por seis meses do mandato de Gilvan da Federal, em função das declarações consideradas ofensivas e incompatíveis com o decoro parlamentar.
Carolina Matta
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