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Ministério Público do Piauí diz que fechamento da Delegacia do Menor é um retrocesso

"O MPPI manifesta receio diante de decisões que resultem no desmantelamento de estruturas", diz a nota.

O Ministério Público do Estado do Piauí divulgou nota nesta sexta-feira (15), após o secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, anunciar o fechamento da Delegacia de Segurança e Proteção ao Menor Infrator. Segundo o órgão ministerial, a medida representa um “retrocesso”.

Para o Ministério Público, o assassinato do adolescente Alex Mariano dentro de uma escola pública na zona sul de Teresina, nessa quinta-feira (14), revela a fragilidade do sistema. “O episódio revela a fragilidade do sistema de proteção, uma vez que, o atual prazo legalmente exíguo de 45 dias para conclusão de procedimentos pode representar entrave à investigação eficaz e à adoção de medidas protetivas adequadas”, diz a nota.

Foto: Lucas Dias/GP1Ministério Público do Estado do Piauí, MPPI
Ministério Público do Estado do Piauí

No entendimento do órgão ministerial, “decisões que resultem no fechamento ou desmantelamento de estruturas especializadas” implicaria significativo retrocesso.

Ainda conforme a nota, não há qualquer procedimento disciplinar instaurado pela Corregedoria-Geral do Ministério Público para apuração de falta funcional relacionada à atuação de promotores.

Leia a nota na íntegra:

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) expressa preocupação com a morte do jovem, ocorrida em um ambiente escolar, na tarde de ontem, em Teresina.

O episódio revela a fragilidade do sistema de proteção, uma vez que, o atual prazo legalmente exíguo de 45 dias para conclusão de procedimentos pode representar entrave à investigação eficaz e à adoção de medidas protetivas adequadas. A alta demanda de atos infracionais, em tramitação, tem exigido a participação permanente dos Promotores de Justiça em mutirões conjuntos com o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí.

Há uma compreensão institucional voltada a considerar a complexidade e a gravidade dos atos em contextos de atuação de facções criminosas, bem como a necessidade de investigações amplas e técnicas que envolvam perícias, oitivas e acompanhamento psicossocial.

O MPPI manifesta receio diante de decisões que resultem no fechamento ou desmantelamento de estruturas especializadas, pois tal medida implicaria significativo retrocesso.

Cumpre informar ainda que não consta, até o momento, qualquer procedimento disciplinar instaurado pela Corregedoria-Geral do MPPI para apuração de falta funcional relacionada à atuação de membros do Ministério Público com atuação na área da infância e juventude.

O Ministério Público do Estado do Piauí reafirma sua disposição de construir soluções estruturais para o fortalecimento da proteção integral, em conjunto com as demais instituições.

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