Aproximadamente 5 mil pessoas morreram devido as repressões à onda de protestos no Irã. A informação foi divulgada por uma fonte do governo iraniano à agência de notícias Reuters, neste domingo (18). O número de vítimas também foi confirmado pelo grupo Agência de Notícias dos Ativistas dos Direitos Humanos (HRANA).
Os protestos no país ocorrem desde 28 de dezembro. O movimento começou entre comerciantes insatisfeitos com a economia e rapidamente ganhou caráter político contra o regime teocrático instaurado em 1979. As autoridades classificam os protestos como ações "terroristas". Desde 8 de janeiro, o regime cortou o acesso à internet no país.
Relatos indicam que policiais e militares dispararam contra manifestantes. Forças de segurança reagiram com violência crescente. Diante desse cenário, a repressão provocou reação internacional imediata. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã.
O governo iraniano nega responsabilidade direta pelas mortes. As autoridades acusam os Estados Unidos de infiltrar agentes nos protestos.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, condenou os protestos nesse sábado (17) e afirmou que as autoridades "têm a obrigação de quebrar as costas dos insurgentes". Ele ainda responsabilizou Trump pelas mortes ocorridas durante a repressão.
Rauena Pinheiro
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