O Governo Federal lançou, na manhã desta quarta-feira (15), em Teresina, investimentos voltados ao desenvolvimento sustentável do Piauí, com foco no semiárido e na recuperação ambiental da Bacia do Rio Parnaíba. O anúncio dos investimentos, na ordem de R$ 228 milhões, foi feito pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e pela diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Fernanda Ramos Coelho, com a presença do governador Rafael Fonteles (PT).
Tratam-se de dois projetos distintos: o Sertão Vivo, que prevê ações para reduzir o impacto de secas; e o Floresta Viva, que apoia projetos de restauração ecológica em diversos biomas do país, incluindo Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Amazônia, Manguezais e Pantanal.
“Quero registrar o compromisso do governo do presidente Lula com o Piauí, com o Nordeste brasileiro. Nós estamos tendo a honra de receber a diretora do BNDES, Maria Fernanda, e o ministro Waldez Góes para anunciar várias notícias importantes para o desenvolvimento econômico do Piauí. Quero agradecer ao presidente Lula, que entendeu essa visão de longo prazo, é uma coisa que não acontece da noite para o dia. Então, além de revitalizar o nosso maior patrimônio natural, que é o Rio Parnaíba, iremos torná-lo novamente navegável”, declarou o governador Rafael Fonteles.
Bacia do Rio Parnaíba
O edital Floresta Viva – Bacia do Rio Parnaíba integra o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, no âmbito do Novo PAC, e prevê a seleção de projetos de restauração ecológica com investimentos de mais de R$ 70 milhões. A ação deve selecionar até 30 projetos em 23 municípios prioritários da região da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, como destacou o ministro Waldez Góes.
“É o início de um processo que vai garantir a navegabilidade do Rio Parnaíba, que vai definitivamente devolver à população do Piauí as condições de geração de oportunidade de emprego e renda, de segurança hídrica, de melhor uso do recurso hídrico, de melhor consciência ambiental e de sustentabilidade. Então, o impacto social, econômico, ambiental é gigante”, afirmou o ministro.
O edital adota o modelo de matchfunding (financiamento coletivo), combinando recursos públicos e privados. Podem participar da chamada pública instituições sem fins lucrativos e cooperativas com pelo menos dois anos de atuação.
“Esse primeiro projeto, que inicia sob a liderança do governador Rafael, é de R$ 70 milhões, sendo R$ 35 milhões do programa de revitalização de bacias e R$ 35 milhões numa parceria com o BNDES”, explicou Waldez Góes.
Sertão Vivo
Um dos projetos apresentados foi o Sertão Vivo, que destinará R$ 150 milhões para fortalecer práticas agrícolas em 90 municípios piauienses, em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a Maria Fernanda Ramos, diretora de Crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, somente essa iniciativa deve beneficiar mais de 37 mil famílias, alcançando cerca de 150 mil pessoas no semiárido. “São 228 milhões de reais, sendo que 150 milhões vão atender, por meio do programa Sertão Vivo, 37 mil famílias do semiárido piauiense, 150 mil pessoas atendidas em 90 municípios”, frisou.
O secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária, João Rodrigues, destacou a relevância desse projeto, que, de acordo com ele, é estruturante para o semiárido piauiense. “É um projeto que traz a segurança hídrica, traz dignidade para as pessoas e, acima de tudo, vai gerar renda, gerar emprego e saúde. Uma iniciativa que foi iniciada na gestão do ex-secretário Fábio Abreu, e com a vinda do ministro a gente vai tirar isso do sonho e vai começar a trabalhar a realidade desse projeto, que é o que faltava para o nosso semiárido”, concluiu.
Caroline Vitorino
Thais Guimarães
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