Fechar
GP1

Piauí

Fábio Novo responde interpelação de Ciro Nogueira e nega ter acusado senador de ligação com a Operação Carbono Oculto 86

Defesa alegou que publicações do parlamentar se basearam em reportagens e documentos oficiais.

O deputado estadual Fábio Novo (PT) apresentou à 4ª Vara Criminal da Comarca de Teresina uma resposta à interpelação judicial movida pelo senador Ciro Nogueira, na qual sustenta que as publicações feitas em suas redes sociais sobre a Operação Carbono Oculto 86 se limitaram a reproduzir fatos já divulgados pela imprensa e por investigações oficiais. Segundo o parlamentar, as postagens não criaram novas acusações nem imputaram crimes diretamente ao senador.

Na manifestação, a defesa de Fábio Novo faz uma cronologia dos fatos que embasaram as publicações, citando reportagens sobre o depoimento do piloto Mauro Mattosinho, além de notícias sobre a investigação envolvendo empresários e pessoas ligadas à Operação Carbono Oculto 86. O documento também menciona informações divulgadas pela imprensa sobre Victor Linhares, apontado como ex-assessor de Ciro Nogueira.

Foto: Lucas Dias/GP1Fábio Novo e Ciro Nogueira
Fábio Novo e Ciro Nogueira

A resposta ainda cita reportagens que noticiaram a existência de relações entre empresas investigadas e pessoas próximas na operação, além de informações sobre transferências financeiras e registros fotográficos que mostrariam encontros entre o senador e empresários investigados na operação. De acordo com a defesa, todos esses fatos já eram de conhecimento público e foram divulgados por veículos de comunicação antes e depois das publicações feitas pelo deputado.

Fábio Novo também argumenta que agiu no exercício da liberdade de expressão, do direito à informação e de suas funções de jornalista e parlamentar. O documento afirma que as manifestações ocorreram em tom crítico e informativo, tratando de um tema de interesse público relacionado ao crime organizado e a possíveis conexões políticas que vinham sendo objeto de investigação e cobertura jornalística.

Ao final, a defesa sustenta que não houve prática de calúnia, difamação ou injúria, uma vez que as publicações não teriam atribuído crime específico ao senador nem utilizado ofensas pessoais. O deputado pede que a Justiça considere prestados os esclarecimentos solicitados na interpelação judicial e reconheça que suas manifestações estão amparadas pelo direito à livre expressão e à divulgação de informações de interesse coletivo.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.