Uma operação conjunta da Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas (DRACO), e da Polícia Civil do Maranhão resultou na prisão de três pessoas, incluindo o dono da rede de farmácias Pop Farma, nesta quarta-feira (1º). A ação, chamada “Remédio Amargo”, teve como alvo um grupo criminoso especializado em roubo de cargas de medicamentos, suplementos alimentares e produtos de higiene pessoal nos estados do Piauí, Maranhão e Paraná.
Durante coletiva à imprensa, o delegado Laércio Evangelista, do DRACO, explicou que o grupo criminoso operava de forma organizada, sempre com o mesmo modus operandi, e que o proprietário da rede de farmácias estaria adquirindo produtos de origem ilícita. Três pessoas foram presas durante a operação: o dono da farmácia, Eric Nicolas Castro Silva, por receptação, um representante comercial, Francisco Machado, responsável por intermediar a venda dos medicamentos roubados, e um terceiro indivíduo identificado como Francivan de Oliveira Araújo, detido no Paraná, que era o executor dos roubos de carga.
“Nos últimos meses, foram pelo menos sete roubos praticados por esse grupo criminoso, uma associação criminosa que atuava sempre com o mesmo modus operandi, visando medicamentos e materiais de higiene pessoal. Foi identificado aqui em Teresina um proprietário de uma rede de farmácias que estaria recebendo esse material de origem ilícita. As investigações apuram o roubo em si, não só a receptação, mas também o roubo e a associação criminosa. Os três presos são: o representante comercial, o dono da rede de farmácias e um executor dos roubos, que foi preso no Paraná", informou o delegado.
O delegado também ressaltou que a investigação ainda está apurando a participação de cada envolvido: “A investigação ainda está apurando se o empresário tinha conhecimento desse esquema. Ele ainda vai ser interrogado e estamos verificando qual foi a participação de cada um deles".
Durante a operação, foram apreendidas duas armas de fogo e diversos materiais relacionados aos lotes roubados. Laércio Evangelista destacou que os produtos comercializados nas farmácias correspondiam exatamente aos lotes roubados. “Foi feita a verificação de todos os lotes e já foi comprovado que esses lotes expostos à venda nas farmácias são os mesmos que foram roubados, tanto no Piauí como no Maranhão", afirmou.
Ainda conforme o delegado, os roubos causaram prejuízos estimados em cerca de R$ 2 milhões. "Os roubos geraram um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões, envolvendo distribuidoras de medicamentos e empresas de transporte", acrescentou.
Brunno Suênio
Rodrigo Mendes
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