O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deu início às investigações do assassinato do adolescente Wendel José Bispo de Carvalho, morto a tiros na Vila Afonso Gil, zona sul de Teresina, na tarde desse domingo (14). Segundo a polícia, não há, até o momento, relação entre este crime e a morte de Yara Beatriz da Silva de Sousa, de 24 anos, ocorrida na mesma região, uma semana antes.
De acordo com o delegado Danúbio Dias, o DHPP foi acionado por volta das 15h de ontem, após a informação de que um adolescente havia sido baleado e evoluído a óbito. As equipes se deslocaram até o local e confirmaram a ocorrência. “Informações preliminares apontam que a vítima andava de bicicleta quando foi abordada por dois indivíduos em uma motocicleta, que efetuaram ao menos cinco disparos de arma de fogo. O adolescente foi atingido por três tiros, sendo um na nuca, um no braço e outro na região do tórax, não resistindo aos ferimentos”, disse o delegado Danúbio Dias.
Ainda segundo o delegado, familiares já haviam demonstrado preocupação com o comportamento do adolescente, que frequentava ambientes associados a atividades ilegais. Há relatos de que a vítima mantinha contato com indivíduos ligados a uma facção criminosa; porém, até o momento, não existe confirmação de que ele integrasse formalmente qualquer organização criminosa.
A investigação apura a possibilidade de que o crime esteja relacionado a uma disputa territorial entre facções, uma vez que o adolescente estaria circulando em uma área dominada por grupo rival àqueles com quem costumava se relacionar. A suspeita é de que os autores possam ter acreditado que a vítima fazia parte da facção rival atuante na região do Parque Industrial.
Questionado sobre o destino da vítima no momento do crime, o delegado informou que a mãe relatou não saber para onde o filho estava indo nem o que fazia naquela localidade.
Sobre a possibilidade de ligação entre esse homicídio e outros crimes ocorridos na Rua 5 de Dezembro, na Vila Afonso Gil, o delegado foi enfático ao afirmar que não há, até agora, qualquer indício que relacione os casos. Segundo ele, a coincidência existente é apenas o local, já que a dinâmica dos crimes é diferente.
Danúbio Dias ressaltou ainda que, apesar de não haver conexão comprovada até o momento, todas as hipóteses continuam sendo analisadas, e as investigações seguem em andamento para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Brunno Suênio
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