Na manhã desta terça-feira (16), a vereadora Graça Amorim criticou o secretário de Finanças de Teresina, Admilson Brasil. Segundo a vereadora em vez de enviar um relatório sucinto para contemplar o pedido de informações solicitadas pela Câmara de Vereadores referentes ao Programa de Recadastramento de Dívidas (Redívidas), o secretário foi à imprensa levando o acervo do arquivo de processos da Prefeitura.
De acordo com Graça Amorim, o que foi solicitado foram informações referentes ao objeto do contrato firmado com credores, prazo de vigência, fonte de recurso e principalmente o valor da dívida deixada pelo ex-prefeito Elman Férrer.
“Para a Câmara de Vereadores, ele enviou uma lista de empresas com os respectivos CNPJS, informações que não querem dizer nada, mas para a imprensa levou um calhamaço de papel para fazer teatro. O que a Câmara de Vereadores quer é uma planilha com todas as informações solicitadas”, declarou Graça.
Ela disse ainda que já tem o balanço geral das contas que ficaram que estão longe dos que está sendo divulgado. “Só para a atenção básica de saúde o ex-gestor deixou R$ 35 milhões, suficientes para pagar todos os fornecedores. Eles estão usando de má fé no intuito de macular a imagem do ex-prefeito Elmano Férrer”, pontuou.
Outro lado
O portal GP1 falou com o secretário Admilson Brasil que disse que não iria discutir as críticas da vereadora Graça Amorim.
"Essa questão política eu não me meto, o que eu posso fazer é falar sobre o Redívida. Dia 2 de janeiro nós fizemos um programa de recadastramento das dívidas, o Redívidas, nesse programa, toda empresa que tinha dinheiro para receber da prefeitura, tinha que vir até o mês de janeiro apresentar a nota de empenho e o contrato que assinou coma prefeitura e as notas de serviços que asseguravam a efetiva prestação dos serviços e a compra de mercadorias", disse o secretário.
Admilson Brasil falou sobre as dívidas que encontrou na prefeitura. "No final do mês de janeiro nós tivemos 447 processos nós reconhecemos como dívida 324. Esse é próximo de R$ 100 milhões. Em fevereiro comecei a receber cobrança de alguns bancos referentes a empréstimos consignados que foram descontado da folha de pagamento dos funcionários e não foram repassados em janeiro. Não foi repassado porque não tinha saldo na conta. Quando a gente foi fazer o levantamento, a gente devia mais R$ 10 milhões de consignados não repassados às instituições financeiras. Além disso nós encontramos um contrato do ex-gestor da prefeitura com o ex-gestor do IPMT, de um parcelamento, onde cada funcionário repassa a parte patronal para o IPMT, e eles não repassaram, nem outubro, novembro, dezembro e o 13º salário. Esse valor hoje atualizado é mais de R$ 23 milhões. Na Fundação municipal da Saúde, os gestores financeiros encontraram um débito na ordem de R$ 38 milhões. Além disso comecei a receber uma série de ofícios de empresas que mesmo prestando serviços para a prefeitura, não receberam as notas de empenho. Esse valor é de aproximadamente de R$ 50 milhões. Se você for somar todos esses valores vai ter um débito de mais de R$ 210 milhões”, finalizou.
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Imagem: Wanessa Gommes/GP1
Vereadora Graça Amorim
Vereadora Graça AmorimDe acordo com Graça Amorim, o que foi solicitado foram informações referentes ao objeto do contrato firmado com credores, prazo de vigência, fonte de recurso e principalmente o valor da dívida deixada pelo ex-prefeito Elman Férrer.
“Para a Câmara de Vereadores, ele enviou uma lista de empresas com os respectivos CNPJS, informações que não querem dizer nada, mas para a imprensa levou um calhamaço de papel para fazer teatro. O que a Câmara de Vereadores quer é uma planilha com todas as informações solicitadas”, declarou Graça.
Ela disse ainda que já tem o balanço geral das contas que ficaram que estão longe dos que está sendo divulgado. “Só para a atenção básica de saúde o ex-gestor deixou R$ 35 milhões, suficientes para pagar todos os fornecedores. Eles estão usando de má fé no intuito de macular a imagem do ex-prefeito Elmano Férrer”, pontuou.
Outro lado
O portal GP1 falou com o secretário Admilson Brasil que disse que não iria discutir as críticas da vereadora Graça Amorim.
"Essa questão política eu não me meto, o que eu posso fazer é falar sobre o Redívida. Dia 2 de janeiro nós fizemos um programa de recadastramento das dívidas, o Redívidas, nesse programa, toda empresa que tinha dinheiro para receber da prefeitura, tinha que vir até o mês de janeiro apresentar a nota de empenho e o contrato que assinou coma prefeitura e as notas de serviços que asseguravam a efetiva prestação dos serviços e a compra de mercadorias", disse o secretário.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Secretário Admilson Brasil
Secretário Admilson BrasilAdmilson Brasil falou sobre as dívidas que encontrou na prefeitura. "No final do mês de janeiro nós tivemos 447 processos nós reconhecemos como dívida 324. Esse é próximo de R$ 100 milhões. Em fevereiro comecei a receber cobrança de alguns bancos referentes a empréstimos consignados que foram descontado da folha de pagamento dos funcionários e não foram repassados em janeiro. Não foi repassado porque não tinha saldo na conta. Quando a gente foi fazer o levantamento, a gente devia mais R$ 10 milhões de consignados não repassados às instituições financeiras. Além disso nós encontramos um contrato do ex-gestor da prefeitura com o ex-gestor do IPMT, de um parcelamento, onde cada funcionário repassa a parte patronal para o IPMT, e eles não repassaram, nem outubro, novembro, dezembro e o 13º salário. Esse valor hoje atualizado é mais de R$ 23 milhões. Na Fundação municipal da Saúde, os gestores financeiros encontraram um débito na ordem de R$ 38 milhões. Além disso comecei a receber uma série de ofícios de empresas que mesmo prestando serviços para a prefeitura, não receberam as notas de empenho. Esse valor é de aproximadamente de R$ 50 milhões. Se você for somar todos esses valores vai ter um débito de mais de R$ 210 milhões”, finalizou.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Total que teria sido deixado nas contas da prefeitura quando Firmino aceitou
Total que teria sido deixado nas contas da prefeitura quando Firmino aceitouImagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Documento do IPMT
Documento do IPMTImagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Parte em que fala sobre a dívida no mês de novembro e dezembro que foi assumida pelos ex-gestores
Parte em que fala sobre a dívida no mês de novembro e dezembro que foi assumida pelos ex-gestoresImagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Assinatura dos ex-gestores que admitiram dívida com o IPMT
Assinatura dos ex-gestores que admitiram dívida com o IPMTImagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Parte em que empresa informa sobre notas sem empenho
Parte em que empresa informa sobre notas sem empenhoImagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Total de notas sem empenho de apenas uma empresa
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Bárbara Rodrigues
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