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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Polícia Civil faz buscas contra namorada de "Chico Trader" na nova fase da Operação Extrema Confiança

Kayra Cardoso Guimarães é suspeita de participação nas atividades da empresa Xtreme, junto com Chico.

A segunda fase da Operação Extrema Confiança, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí nessa segunda-feira (22), revelou que o cerco ao grupo investigado por operar aquele que é considerado o maior esquema de pirâmide financeira já registrado no estado do Piauí está longe do fim.

Além do mandado de prisão preventiva expedido contra Francisco das Chagas Chaves da Silva, o "Chico Trader", apontado como mentor do esquema milionário, os investigadores também estão à procura da namorada dele, Kayra Cardoso Guimarães, suspeita de participação nas atividades da empresa Xtreme.

Foto: Reprodução/InstagramFrancisco das Chagas Chaves da Silva, o Chico Trader
Francisco das Chagas Chaves da Silva, o Chico Trader

As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) apontam que Kayra atuou diretamente no esquema ao lado de Chico Trader. A suspeita passa a integrar o rol de alvos da operação, que já resultou nas prisões de Elison Araújo Abreu, de 40 anos, e Igor de Sousa Silva, de 28 anos.

À Coluna, o delegado Luciano Alcântara afirmou que Francisco das Chagas segue foragido e é apontado como o principal responsável pelo golpe financeiro.

"Hoje o Chico está foragido e existe uma ordem judicial para sua prisão. Ele não foi localizado, mas a operação não poderia deixar de ser realizada por causa disso", declarou.

Segundo o delegado, o conjunto probatório reunido durante a investigação não deixa dúvidas sobre a dimensão do esquema. A Polícia Civil estima que mais de 300 pessoas tenham sido lesadas, mas ainda não é possível calcular o tamanho do prejuízo às vítimas, face ao volume de investimentos realizados. "Nós não temos dúvidas, de acordo com o que foi levantado no inquérito policial, de que ele lesou financeiramente mais de 300 pessoas, mas ainda não é possível mensurar o volume do prejuízo já causado, neste momento", ressaltou o delegado Luciano Alcântara.

Empresa de fachada e confusão patrimonial

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a forma de funcionamento da Xtreme. Conforme a Polícia Civil, a empresa operava à margem das regras estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), recebendo diretamente recursos dos investidores sem a intermediação de instituições autorizadas.

Para os investigadores, a Xtreme funcionava como uma empresa de fachada, utilizada para captar recursos e movimentá-los sem qualquer segregação financeira entre patrimônio empresarial e pessoal.

"As investigações apontaram uma grande confusão patrimonial. Não era possível distinguir o que era patrimônio da empresa, lucro ou dinheiro dos investidores", explicou Luciano Alcântara.

A polícia também apura se recursos aportados pelos investidores foram utilizados para despesas pessoais e aquisição de bens particulares pelos administradores do esquema.

Rapidinhas

Chico Trader está fora do país!

A Coluna apurou que o empresário está fora do Brasil e alega temer represálias caso retorne ao país.

Investidores relatam perdas superiores a R$ 300 mil

As vítimas do suposto esquema financeiro atribuído a Francisco das Chagas relatam prejuízos milionários. Uma servidora pública federal afirmou à Coluna que perdeu cerca de R$ 60 mil após investir na Xtreme Trader LTDA. Segundo ela, a empresa prometia rendimentos fixos de 10% ao mês em operações na Bolsa de Valores e, até o desaparecimento do trader, vinha honrando os pagamentos regularmente.

Foto: Reprodução/InstagramFrancisco das Chagas Chaves da Silva
Francisco das Chagas Chaves da Silva

Polícia investiga estelionato e associação criminosa

A investigação conduzida pelo delegado Luciano Alcântara apura a suposta prática dos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. A Polícia Civil suspeita que outras pessoas tenham participado do esquema financeiro ao lado de Francisco das Chagas.

Celulares de empresário investigado pela PF serão periciados

A Justiça autorizou a quebra do sigilo dos aparelhos celulares apreendidos com o empresário José Felipe, investigado pela Polícia Federal. A medida foi determinada no mesmo despacho que concedeu liberdade provisória ao investigado.

PF poderá acessar mensagens e redes sociais

Com a autorização judicial, a Polícia Federal poderá realizar o desbloqueio e a extração de dados dos aparelhos, incluindo mensagens, registros de chamadas, fotografias, vídeos, e-mails e conteúdos armazenados em aplicativos como WhatsApp, Instagram e Facebook.

Foto: Reprodução/WhatsAppDinheiro apreendido pela Polícia Federal em Teresina
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal em Teresina

Análise busca identificar envolvidos no esquema

Segundo a decisão judicial, a perícia nos celulares poderá auxiliar na identificação da origem e do destino dos recursos movimentados, além de apontar possíveis coautores e beneficiários das operações financeiras que estão sendo investigadas pela Polícia Federal.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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