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Chico Rodrigues diz que R$ 33 mil na cueca era de funcionários da família

Nota divulgada pela defesa do senador na manhã desta segunda, 19, classifica como uma 'reação impensada' o fato de o senador ter escondido o dinheiro na cueca.
Por Estadão Conteúdo

A defesa do senador Chico Rodrigues divulgou nota na manhã desta segunda, 19, afirmando que os R$ 33 mil que foram encontrados pela Polícia Federal na cueca do parlamentar durante as diligências da Operação Desvid-19 ‘se destinavam ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador’. Segundo os advogados, o ex-vice-líder do governo Jair Bolsonaro no Senado ‘está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro’.

Assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Yasmin Handar, a nota classifica como uma ‘reação impensada’ o fato de o senador ter escondido o dinheiro na cueca. Durante diligência na casa do parlamentar em Boa Vista, a PF desconfiou de ‘grande volume, em formato retangular, na parte traseira das vestes do senador, que utilizava um short azul (tipo pijama)’, quando ele pediu para ir ao banheiro. Após diferentes revistas, a PF diz ter encontrado dinheiro ‘nas nádegas’ do senador.

  • Foto: Reprodução/FacebookChico RodriguesChico Rodrigues

Segundo a defesa, a decisão de Chico foi ‘tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta’. “Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu”, diz a nota.

O mandado de busca e apreensão cumprido na última quarta, 14, na casa de Chico em Roraima foi expedido no âmbito de investigação sobre desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. As ordens foram expedidas pelo ministro Luís Roberto Barroso, que ainda decretou o afastamento por 90 dias de Chico Rodrigues do Senado.

A medida foi decretada após a apreensão de dinheiro na cueca do senador e a pedido da Polícia Federal. Na decisão, Barroso apontou a ‘gravidade concreta’ e destacou que o afastamento se dava como forma de impedir que o senador use o cargo ‘para dificultar as investigações ou para, ainda mais grave, persistir no cometimento de delitos’.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal vai decidir se referenda ou não a liminar deferida por Barroso nesta quarta, 21. Em paralelo, o Senado ensaia um movimento para derrubar a decisão, empurrando a discussão sobre o futuro do mandato de Rodrigues ao Conselho de Ética da casa legislativa.

Confira a íntegra da nota da defesa de Chico Rodrigues

Com relação aos fatos ocorridos na última semana e à reportagem exibida no fantástico ontem, A DEFESA DO SENADOR CHICO RODRIGUES manifesta sua perplexidade com o linchamento sofrido por ele, sem que haja qualquer prova contra sua conduta.

O dinheiro tem origem particular comprovada e se destinava ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador.

E mais: os recursos destinados por emenda parlamentar à Covid-19 em seu estado seguem nas contas do governo, de forma que nem ele, nem ninguém, poderia deter esses recursos.

O senador jamais sofreu qualquer condenação, ao longo de todos esses anos que se dedicou a vida pública, e agora está sendo linchado por ter guardado seu próprio dinheiro. Foi uma reação impensada, de fato, mas tomada diante de um ato de terrorismo policial, sem que haja qualquer evidência de desvio em sua conduta.

Ter dinheiro lícito em casa não é crime. O único ato ilícito deste caso é o vazamento dos registros da diligência policial arbitrária que ele sofreu.

Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e Yasmin Handar, advogados de defesa do Senador Chico Rodrigues.

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