A equipe médica responsável pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou, na tarde desta quinta-feira (25), que a cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral foi concluída sem intercorrências. O procedimento, realizado em um hospital da capital federal, teve duração de três horas e meia e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo o cirurgião Dr. Cláudio Birolini, Bolsonaro apresentava uma condição mista, com hérnias diretas e indiretas em ambos os lados da região inguinal. "O procedimento transcorreu conforme o planejado. Fizemos o reforço da parede abdominal com a implantação de uma tela de material plástico", explicou o médico.
Apesar do sucesso na correção da hérnia, a equipe médica decidiu adiar a intervenção específica para os soluços crônicos, sintoma que acompanha o ex-presidente há anos. O cardiologista Brasil Caiado explicou que o plano inicial de realizar um "bloqueio do nervo" foi reavaliado para priorizar o tratamento clínico imediato.
"Optamos por precaução. Vamos otimizar a medicação e a dieta nestes próximos dias para observar como ele responde", afirmou Caiado. A suspeita médica é que os soluços tenham uma ligação direta com o sistema digestivo, agravados por um quadro de esofagite severa, gastrite e refluxo gastroesofágico.
A previsão é que o procedimento para cessar os soluços seja realizado na próxima segunda-feira (29), caso o tratamento medicamentoso não apresente os resultados esperados durante o fim de semana.
Tandryanny Santos
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