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Política

Flávio Bolsonaro diz ao Centrão que candidatura é “para valer” e busca apoio de líderes partidários

Flávio Bolsonaro se reuniu em Brasília com Ciro Nogueira, do PP, e Antonio Rueda, do União Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ter pedido apoio ao Centrão para sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. O pronunciamento foi realizado nesta terça-feira (9), durante visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF).

Flávio Bolsonaro se reuniu, na segunda-feira (8), durante um jantar, com os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda. Segundo o senador, ambos prometeram consultar as bancadas sobre o apoio ao seu nome como candidato que representaria o bolsonarismo.

O senador afirmou que a conversa foi positiva e que ainda irá conversar novamente com os presidentes, “sempre de uma forma muito franca, mas com eles conscientes de que essa candidatura é para valer”. “Resumindo a conversa com o Ciro e com o Rueda: já era o que eu estava esperando. Eles foram bem claros ali, eu fui bem claro em pedir o apoio para eles desde o primeiro momento e, obviamente, eles vão conversar com as bases deles, vão fazer as análises, qual o impacto disso nos estados onde eles têm maior interesse”, disse Flávio.

Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

“Não é balão de ensaio, não tem volta. Mas a gente faz aqui o apelo de culpa: tem que caminhar com a gente desde o início”, pontuou o senador sobre a candidatura.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse ainda nesta segunda-feira que os líderes do Centrão não sinalizaram apoio imediato à pré-candidatura de Flávio.

Repercussão após o anúncio

Na última sexta-feira (5), Flávio anunciou que seria o candidato do grupo político no lugar do pai. Desde então, o senador passou a buscar apoio de partidos de centro para consolidar seu projeto eleitoral.

A discussão gira em torno das condições estabelecidas por ele para abrir mão da disputa: a concessão de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro e ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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