O Progressistas espera fechar até o final de abril um acordo para formar uma federação com União Brasil, conforme afirmou o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira. Dentro do PP já existe satisfação com os termos do entendimento, restando apenas o aval do União Brasil.
Caso a federação seja confirmada, as duas siglas passariam a contar com uma das maiores bancadas no Congresso Nacional, somando 108 deputados e 13 senadores, o que garantiria mais poder de negociação nas votações e na distribuição de comissões e relatorias.
A proposta de federação, que deve durar quatro anos, permite que os partidos mantenham seus nomes e diretórios, mas exigiria a união das siglas para fins de disputas eleitorais e outros acordos políticos. Diferente da fusão, a federação é mais flexível, permitindo que os partidos preservem suas identidades e autonomia, embora compartilhem uma bancada única.
Com 108 cadeiras, a federação PP-União Brasil ultrapassaria o PL na Câmara, que possui 92 deputados, e a federação que reúne PT, PCdoB e PV, que soma 80. Apesar da possibilidade de aumentar a força política das duas legendas, a negociação não é unânime dentro do União Brasil. Existem divergências tanto nas bancadas do Congresso quanto nos diretórios estaduais.
No caso do Piauí, onde as duas siglas são aliadas, não há resistência ao acordo, mas a situação é mais complexa em outros estados, como Goiás, onde o governador Ronaldo Caiado, um dos principais nomes do partido, deve lançar sua pré-candidatura à Presidência da República ainda nesta semana.
A disputa interna no União Brasil também envolve questões relacionadas ao futuro político do partido. Enquanto alguns defendem o apoio a um candidato de direita nas eleições presidenciais de 2026, outras alas do partido optam por manter a aliança com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Davi Fernandes
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