A megaoperação deflagrada na quinta-feira (28) contra um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), transformou-se em palco de embate político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em suas redes sociais, Lula classificou a ação como “a maior resposta do Estado ao crime organizado de nossa história” e destacou o papel do Ministério da Justiça.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também aproveitou o momento para defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, patrocinada pelo governo federal, que prevê maior integração entre as polícias estaduais e federais. “A proposta do governo do Brasil é justamente esta: que todas as forças de segurança do país se entrosem, que as inteligências sejam compartilhadas e as ações coordenadas. Esperamos que seja aprovada em breve”, afirmou.
Tarcísio, por sua vez, declarou que foi sua gestão a responsável por deflagrar “a maior operação da história contra o crime organizado no setor de combustíveis”, ressaltando o trabalho dos policiais paulistas e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público estadual.
A disputa por protagonismo entre os dois governos em relação à operação antecipa o que pode se tornar um dos principais embates políticos das eleições de 2026.
Maria Luísa Veloso
Ver todos os comentários | 0 |