Parlamentares da oposição ao governo federal reagiram com críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou, nesta segunda-feira (4), o uso de tornozeleira eletrônica pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). A medida foi adotada logo após o parlamentar retornar dos Estados Unidos, onde passou o recesso legislativo.
O senador viajou com passaporte diplomático, após decisão anterior do STF que previa a apreensão do documento. Segundo o próprio Marcos do Val, a viagem foi previamente comunicada à Polícia Federal, ao Senado Federal e ao próprio Supremo Tribunal.
A decisão de Moraes inclui outras medidas cautelares e ocorre no contexto das investigações sobre atos antidemocráticos. A oposição, no entanto, tem classificado as determinações como excessivas e politicamente direcionadas.
O deputado federal Gilberto Silva (PL-PB) afirmou que o episódio representa “mais uma operação arbitrária contra o senador Marcos do Val” e classificou a situação como uma “vergonha para o Congresso Nacional”. Ele ainda disse que o parlamento estaria sendo “psicologicamente torturado” por instituições do Estado.
O senador Jorge Seif Júnior (PL-SC) também se manifestou. Em crítica contundente, declarou que o Brasil “acaba de inventar uma nova categoria política: Senador Zumbi”, ao se referir às restrições impostas a Marcos do Val, como a suspensão de salário, acesso às redes sociais, verba de gabinete e passaporte. “Só falta tirar a alma do capixaba”, afirmou.
Já o vice-prefeito de Curitiba e ex-deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL-PR) reagiu com ironia e questionou: “Agora tem senador com tornozeleira?”.
Caroline Vitorino
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