O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), determinou a realização de sessão remota na Casa nesta quinta-feira (7), em meio aos protestos de parlamentares da oposição, que tentam obstruir os trabalhos no Congresso por discordarem da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Determinei que a sessão deliberativa do Senado Federal de amanhã, quinta-feira (7), às 11h, seja realizada temporariamente em sistema remoto. A decisão tem por objetivo garantir o funcionamento da Casa e impedir que a pauta legislativa, que pertence ao povo brasileiro, seja paralisada”, afirmou o presidente do Senado em nota.
Alcolumbre foi enfático ao afirmar que não aceitará qualquer tipo de intimidação por parte dos oposicionistas, que querem pautar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mais recentemente, os parlamentares que apoiam Bolsonaro ressuscitaram a proposta do fim do foro privilegiado, uma tentativa de limitar os poderes do STF.
“Não aceitarei intimidações nem tentativas de constrangimento à Presidência do Senado. O Parlamento não será refém de ações que visem desestabilizar seu funcionamento. Seguiremos votando matérias de interesse da população, como o projeto que assegura a isenção do Imposto de Renda para milhões de brasileiros que recebem até dois salários mínimos. A democracia se faz com diálogo, mas também com responsabilidade e firmeza”, completou Davi Alcolumbre.
Câmara
Deputados da oposição obstruíram o plenário da Câmara por dois dias. Eles só desocuparam a Mesa Diretora no final da noite desta quarta-feira (6), após muita negociação e a intervenção do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Casa. Hugo Motta, atual presidente, chegou a ameaçar suspender os mandatos dos parlamentares.
Thais Guimarães
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