A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer em que se manifesta pela manutenção da prisão do general da reserva Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.
O parecer foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se posicionou contra o mais recente pedido de liberdade apresentado pela defesa do militar. Segundo a PGR, não surgiram fatos novos que justifiquem alterações na situação processual de Braga Netto.
A defesa, por sua vez, sustenta que não há fundamentos concretos para manter a prisão provisória e que o princípio da isonomia não estaria sendo respeitado, ao comparar a situação do general com a de outros ex-integrantes do governo federal. Os advogados também afirmam que a justificativa para a manutenção da custódia seria, em seu entendimento, inadequada e insuficiente.
Prisão
Braga Netto está preso desde dezembro do ano passado, acusado de tentar obstruir investigações relacionadas à tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O general é apontado como um dos principais integrantes do suposto núcleo golpista investigado pela Polícia Federal. Ele responde a uma ação penal em análise pelo STF, cujo julgamento teve início nesta terça-feira (2).
Caroline Vitorino
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