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Política

Governo Lula já soma 15 substituições de ministros com saída de Lewandowski

Lewandowski deixou o cargo alegando motivos pessoais, mas sob pressão por problemas na segurança.

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça levou o presidente Lula (PT) a atingir a marca de 15 substituições de ministros no seu terceiro mandato. As mudanças podem sinalizar instabilidade política na base petista e de aliados.

Desde o início do governo, Lula promoveu trocas em áreas estratégicas, algumas motivadas por episódios de forte repercussão, como a saída de Gonçalves Dias do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), após os atos de 8 de janeiro, e outras decorrentes de rearranjos políticos. Lewandowski deixou o cargo alegando motivos pessoais, em meio a pressões por problemas na segurança pública e por questionamentos envolvendo o caso do Banco Master.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula
Presidente Lula

Confira as substituições:

Daniela Carneiro - Celso Sabino (Turismo);

Ana Moser - André Fufuca (Esporte);

Flávio Dino - Ricardo Lewandowski (Justiça);

Silvio Almeida - Macaé Evaristo (Direitos Humanos);

Nísia Trindade - Alexandre Padilha (Saúde);

Carlos Lupi - Wolney Queiroz (Previdência);

Cida Gonçalves - Márcia Lopes (Ministério das Mulheres);

Paulo Pimenta -Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação);

Márcio Macêdo - Guilherme Boulos (Secretaria-Geral);

Alexandre Padilha - Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais);

Márcio França - Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), com França remanejado para a Secretaria de Empreendedorismo; e

Gonçalves Dias - Marcos Antônio Amaro dos Santos (GSI).

Com o avanço do calendário eleitoral, o governo prevê ao menos mais 19 mudanças até abril deste ano, devido à exigência de desincompatibilização de ministros que pretendem disputar eleições, sendo esperada, por exemplo, a saída de Fernando Haddad da Fazenda.

O governo Lula conta com 38 ministros. Após a saída de Lewandowski, a Justiça passou a ser comandada interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto, enquanto o Planalto avalia desmembrar a pasta e recriar o Ministério da Segurança Pública, intensificando a disputa política pela sucessão e pela reorganização da área.

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