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Curitiba - Paraná

São Paulo cai diante do Athletico-PR no Brasileirão

Tricolor chega ao 5º jogo seguido sem vitória na Série A. Vitor Bueno marcou de pênalti.
Por Estadão Conteúdo

Os tropeços que o São Paulo acumulou na primeira etapa do Campeonato Brasileiro Série A continuam a se repetir na virada do turno. Depois de iniciar o jogo com os reservas, a equipe de Rogério Ceni escalou os principais titulares na etapa final, mas nem assim conseguiu evitar a derrota por 1 a 0 para o Athletico Paranaense na Arena da Baixada neste domingo (31). Foi o quinto jogo sem vitória da equipe no torneio (quatro empates e uma derrota).

As oscilações no torneio impedem o avanço na tabela e praticamente obrigam o time a direcionar o foco para a disputa dos outros torneios. Na quarta-feira (03), o time enfrenta o Ceará pelas quartas de final da Copa Sul-Americana no Morumbi. A derrota teve uma curiosidade. Pelo segundo jogo seguido, o São Paulo viu seu goleiro cometer um pênalti e defender a cobrança em seguida. Desta vez, o feito foi do estreante Felipe Alves, mas ele não evitou o resultado ruim.

Com o triunfo, o Athletico reafirma sua força como mandante. Faz três meses que o time paranaense não perde em casa considerando-se todas as competições (11 vitórias e 3 empates). A última derrota foi para o Atlético-MG na segunda rodada do Brasileirão. O time paranaense ainda desperdiçou um pênalti com Thiago Heleno.

O técnico Rogério Ceni escalou uma equipe alternativa em relação à vitória sobre o América-MG, pela Copa do Brasil. Daquela escalação, só Miranda começou o jogo. A opção indica que, pelo menos nas próximas semanas, o time vai priorizar os confrontos com o Ceará pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.

Nesse time bastante mexido, o goleiro Felipe Alves fez sua estreia depois de ser contratado às pressas por conta da lesão de Jandrei. Outro recém-chegado que fez sua primeira partida como titular foi o argentino Giuliano Galoppo. Essa nova formação teve muita dificuldade para manter a posse de bola no meio e no ataque. Ela batia e voltava. O time demorou para se encontrar.

Sem um centroavante característico, Nikão foi o jogador mais avançado, com a aproximação de próprio Galoppo, o time também ficou sem profundidade. Por conta dessas deficiências, o time só conseguiu uma chance no final do primeiro tempo com Galoppo

As dificuldades surgiram, porque o Athletico usou sua formação titular mesmo com confronto decisivo pela Libertadores na quarta-feira (03) diante do Estudiantes. Com escalação principal e a pressão característica da Arena da Baixada, o Athletico sufocou desde o início. Pressionou muito, mas conseguiu poucas finalizações. A principal chance do time da casa foi no final do primeiro tempo, quando Felipe Alves salvou chute de Vitor Roque.

O estreante são-paulino foi novamente protagonista no início do segundo tempo. Contratado pela sua habilidade com a bola nos pés, Felipe Alves errou um domínio na saída de bola e fez pênalti em Vitor Roque. Seria uma tragédia para um estreante, mas o goleiro conseguiu se redimir e defendeu a cobrança de Thiago Heleno. Felipe Alves foi do inferno ao céu em dois lances.

Vale lembrar que o mesmo roteiro já havia acontecido com Thiago Couto, goleiro reserva, na vitória diante do América.

No segundo pênalti marcado contra o São Paulo, Felipe Alves não teve chances de defender. O lateral João Moreira derrubou Canobbio na entrada da área. Na cobrança, Vitor Bueno abriu o placar aos 23.

Mesmo com a volta do ataque titular em campo (Calleri e Luciano), o São Paulo continuou com dificuldades para criar. Faltava avanço dos laterais e mais jogadas pelos lados. Faltava aproximação no meio. Diante da escassez de ideias, o time apostou na bola parada, mas nem isso funcionou.

FICHA TÉCNICA

Atlético-PR 1 x 0 São Paulo

Gols: Vitor Bueno, aos 23 do 2º T

Athletico-PR: Bento; Khellven, Matheus Felipe, Thiago Heleno e Abner (Pedrinho); Erick, Fernandinho, Vitor Bueno (Léo); Canobbio (Cirino), Cuello (Vitinho) e Vitor Roque (Rômulo). Técnico: Luiz Felipe Scolari

São Paulo: Felipe Alves, Rafinha, Miranda e Luizão (Calleri); Moreira, Pablo Maia, Talles Costa (Léo), Galoppo, Rodriguinho (Igor Gomes) e Marcos Guilherme (Nestor); Nikão (Luciano). Técnico: Rogério Ceni

Amarelos: Luizão, Felipe Alves, Nikão, Fernandinho, Thiago Heleno, Luciano, Léo.

Público e renda: não divulgados

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)

Local: Arena da Baixada.

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