A megaoperação deflagrada nesta terça-feira (28) contra a facção Comando Vermelho (CV) já deixou quatro policiais mortos no Rio de Janeiro. Dois eram policiais civis e os outros dois atuavam no Batalhão de Operações Policiais (BOPE), da Polícia Militar do Rio (PMRJ).
Os policiais civis foram identificados como Marcus Vinicius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos. Marcus, conhecido pelos colegas como Máskara, era chefe da 53ª DP, enquanto Rodrigo havia assumido recentemente o cargo de agente da 39ª DP, e morreu depois de ser atingido por um tiro na nuca. Já os militares são Cleiton Serafim Gonçalves e Herbert Carvalho da Fonseca.
Cerca de 2,5 mil agentes foram mobilizados nessa operação. Em coletiva de imprensa, o governador do RJ, Cláudio Castro, classificou essa como a maior ação policial já realizada no estado. Policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram alvo de retaliação por parte dos traficantes da facção, que lançaram bombas com drones contra os agentes.
Maior ação policial contra a facção
Mais de 60 pessoas morreram e 81 pessoas morrem na ação conjunta realizada pela Polícia Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo da operação era dar cumprimento a 51 mandados de prisão contra membros do Comando Vermelho, alguns deles foragidos, e estavam escondidos na região.
Segundo as investigações, os complexos estavam sendo utilizados como base para o projeto de expansão territorial da facção. Entre os mortos na ação está Júlio Souza Silva, de 26 anos, apontado como integrante da facção CV. Ele era natural de Salvador, na Bahia, e segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), tinha envolvimento com tráfico de drogas.
Carolina Matta
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