Fechar
GP1

Saúde

Anvisa alerta para canetas emagrecedoras após mortes por pancreatite

A orientação reforça que esses produtos devem ser utilizados apenas conforme as indicações da bula.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a alertar sobre o uso dos chamados medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. A orientação reforça que esses produtos devem ser utilizados apenas conforme as indicações previstas em bula, sempre com prescrição e acompanhamento médico.

De acordo com a agência, há risco de efeitos adversos graves, entre eles a pancreatite aguda — condição que pode evoluir para necrose e, em situações extremas, levar à morte. O uso inadequado, especialmente para perda de peso sem indicação profissional, eleva significativamente a possibilidade desse tipo de complicação.

Foto: Alef Leão/GP1Ozempic:
Ozempic:

Entre 2020 e o ano passado, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos associados aos princípios ativos desses medicamentos, incluindo diferentes formas de pancreatite. A Anvisa ressalta que essas ocorrências são notificações suspeitas, ainda não confirmadas. Os relatos vêm aumentando ano a ano: passaram de 28 casos em 2024 para 45 no balanço parcial do ano seguinte. Em seis dessas notificações, o desfecho informado foi óbito. Quando considerados também os dados provenientes de pesquisas clínicas, o total chega a 225 registros de eventos adversos.

O problema não se restringe ao Brasil. No Reino Unido, a agência reguladora de medicamentos informou que, entre 2007 e outubro de 2025, recebeu cerca de 1,3 mil notificações de pancreatite relacionadas a fármacos semelhantes, incluindo 19 mortes.

Em 2024, a Anvisa já havia advertido que o uso desses medicamentos em conjunto com anestesia ou sedação profunda pode aumentar o risco de pneumonia. No mesmo ano, outro comunicado destacou que a semaglutida — um dos princípios ativos utilizados nessas canetas — pode, em casos raros, provocar perda de visão irreversível.

Desde junho, está em vigor uma resolução acompanhada de instrução normativa que determina a venda desses medicamentos apenas mediante retenção da receita médica, como forma de reforçar o controle e a segurança no uso.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.