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Saúde

Veja os preços e entenda o funcionamento da caneta emagrecedora brasileira

Medicamento à base de semaglutida começou a ser distribuído nesta semana.

Os brasileiros já podem encontrar nas farmácias a primeira caneta à base de semaglutida produzida no país. O Ozivy, desenvolvido pela farmacêutica EMS, começou a ser distribuído nas capitais desde a última segunda-feira (15) e deve estar disponível em todo o território nacional até julho.

O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic, um dos tratamentos mais conhecidos para diabetes tipo 2 e que ganhou popularidade pelo auxílio na perda de peso.

Foto: Reprodução/EMSOzivy chega com preço abaixo do Ozempic.
Ozivy chega com preço abaixo do Ozempic

Preço mais baixo que os concorrentes

Segundo a EMS, o Ozivy chega ao mercado com preço inicial de R$ 452 para a menor dosagem. Com os descontos oferecidos pelo laboratório nos primeiros meses de tratamento, o valor pode cair para R$ 287.

A estratégia busca ampliar o acesso ao medicamento, já que as canetas de referência disponíveis atualmente costumam custar entre R$ 900 e mais de R$ 1 mil por mês, dependendo da dosagem e da farmácia.

Como a semaglutida age no organismo?

Originalmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2, a semaglutida ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue ao estimular a produção de insulina e reduzir a liberação de glucagon, hormônio responsável por elevar a taxa de açúcar no organismo.

Além do controle glicêmico, a substância ganhou destaque pelos efeitos relacionados à perda de peso. Entre os principais mecanismos de ação estão:

Redução do apetite;
Aumento da sensação de saciedade;
Retardo do esvaziamento do estômago;
Diminuição da compulsão alimentar;
Auxílio na redução de gordura corporal quando associado a dieta e exercícios físicos.

Uso exige acompanhamento médico

De acordo com a bula do Ozivy, o medicamento pode ser utilizado sozinho ou em associação com outros tratamentos para diabetes tipo 2. A fabricante ressalta que a semaglutida não substitui a insulina e não deve ser utilizada por pacientes com diabetes tipo 1 ou cetoacidose diabética.

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náusea, diarreia e hipoglicemia. Também podem ocorrer vômitos, gastrite, tontura e sensação de cansaço.

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