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Limeira - São Paulo

Dona de empresa e três instrutores viram réus por morte de jovem em salto de rope jump em SP

Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma ponte sem estar conectada ao equipamento de segurança.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e tornou réus a organizadora de um evento de rope jump e três instrutores pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu no dia 13 de junho após ser lançada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), sem estar conectada à corda de segurança da atividade.

A organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, e os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, passaram a responder por homicídio com dolo eventual, quando o investigado assume o risco de provocar a morte. O crime foi denunciado com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Foto: Reprodução/Redes sociaisMaria Eduarda Rodrigues morreu durante salto de rope jump
Maria Eduarda Rodrigues morreu durante salto de rope jump

Como ocorreu a morte de Maria Eduarda

A morte de Maria Eduarda foi registrada em vídeo, base para a denúncia, onde os acusados promoviam eventos de rope jump para grupos de aproximadamente 80 a 100 pessoas por dia, sem uma estrutura formal de gerenciamento de riscos e sem cumprir protocolos básicos de segurança.

De acordo com o MP, Maria Eduarda participou da modalidade conhecida como "aviãozinho", em que os instrutores suspendem e impulsionam o participante antes do salto. No entanto, ela foi lançada sem que a corda de segurança estivesse presa ao peitoral, caindo de aproximadamente 40 metros de altura. A causa da morte foi politraumatismo.

A denúncia aponta ainda que a atividade era explorada comercialmente sem atender às exigências legais e que a organização priorizava interesses econômicos e a produção de conteúdo para redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Ainda segundo o Ministério Público, Evelyne não deixou de interromper a atividade mesmo após uma falha operacional semelhante ter sido registrada anteriormente.

Além da acusação por homicídio, a organizadora também responde por fraude processual. Conforme a denúncia, a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda desapareceu logo após o acidente, o que pode ter comprometido a produção de provas para a investigação.

A defesa de Evelyne informou que irá analisar a decisão judicial antes de se manifestar. Quando a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público, os advogados afirmaram que pretendem demonstrar a inocência da cliente.

Prisão e denúncia

Os três instrutores foram presos em flagrante após a morte da jovem e, posteriormente, tiveram as prisões convertidas em preventivas. Nesta segunda-feira, a Justiça também decretou a prisão preventiva de Evelyne.

A investigação em relação aos demais suspeitos que não chegaram a ser indiciados pela Polícia Civil de São Paulo foi arquivada. O caso tramita sob segredo de Justiça.

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