O Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí não descarta a possibilidade de pedir a prorrogação das prisões temporárias dos quatro investigados na Operação Gabinete de Ouro, que teve sua primeira fase ostensiva deflagrada nessa terça-feira (14). As prisões, que têm validade até o próximo sábado (18), envolvem a ex-chefe de gabinete do ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, Suelene Pessoa — conhecida como Sol Pessoa —, além do empresário Marcus Almeida de Moura, Mauro José de Sousa e Rafael Thiago Teixeira Ferreira.
Segundo a Polícia Civil, as oitivas realizadas ao longo da semana têm contribuído significativamente para o andamento do inquérito. Em seu depoimento, o empresário Marcus Almeida de Moura minimizou as provas coletadas e classificou como "comuns" as negociações mantidas com Sol Pessoa e os demais investigados. Apesar da tentativa de atenuar os fatos, a autoridade policial considerou o depoimento importante para confirmar elementos já apurados ao longo da investigação.
Sol acrescentou novas informações ao inquérito
Já a oitiva de Sol Pessoa trouxe novos desdobramentos. De acordo com fontes ligadas à investigação, ela acrescentou informações inéditas ao inquérito, inclusive, indicando novos personagens, o que poderá abrir novas frentes dentro do caso.
A Operação Gabinete de Ouro apura um esquema de desvio de recursos públicos e cobrança de propinas dentro da administração municipal. As investigações seguem sob sigilo, mas a expectativa é de que novas diligências sejam realizadas com o avanço das análises dos depoimentos e materiais apreendidos na ação ostensiva.
Com o fim do prazo das prisões temporárias se aproximando, a Polícia Civil analisa se há elementos suficientes para solicitar à Justiça a prorrogação das detenções, de forma a assegurar a continuidade das investigações sem riscos de interferência por parte dos envolvidos.
Rapidinhas
Novas investigações da Operação Gabinete de Ouro devem alcançar novos personagens
Com base nos novos elementos revelados, a DECCOR deve alcançar novos personagens envolvidos no esquema, que teria ramificações ainda mais amplas dentro da administração pública municipal de Teresina, na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa.
A ex-assessora, Sol Pessoa, citou nomes que não estavam inicialmente no radar da operação, apontando possíveis colaboradores e beneficiários das supostas irregularidades.
Diante dos novos indícios, os investigadores já analisam a possibilidade de realizar novas diligências, buscas e até novas ordens judiciais. A expectativa é que mandados judiciais sejam solicitados nos próximos dias, a depender do avanço das análises sobre os documentos, conversas e movimentações financeiras já apreendidas.
As investigações seguem sob sigilo, mas a expectativa é de que o inquérito avance com novos nomes sendo oficialmente incluídos no rol de investigados. A DECCOR reforça que o objetivo é apurar com profundidade todos os elementos que possam comprovar a existência de crimes contra a administração pública e garantir a responsabilização dos envolvidos.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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