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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Homem encontrado em cova rasa no Morro do Cambota foi executado em sessão do Tribunal do Crime, aponta DHPP

A vítima foi identificada como José Washington Lima Pereira, e tinha 41 anos de idade.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou que um homem encontrado enterrado em uma cova rasa no Morro do Cambota, na zona sul de Teresina, foi vítima de uma execução promovida pelo Tribunal do Crime da facção Bonde dos 40.

A vítima foi identificada como José Washington Lima Pereira, de 41 anos. De acordo com a investigação, José Washington teria sido acusado de praticar vários furtos na região controlada pela facção, o que teria motivado a sua condenação e morte.

Foto: Brunno Suênio/GP1Equipes do DHPP em buscas pelo corpo no Morro do Cambota
Equipes do DHPP em buscas pelo corpo no Morro do Cambota

Sessão do Tribunal do Crime

Conforme apuração do DHPP, o homem foi capturado por integrantes do Bonde dos 40 e levado para uma área de difícil acesso, onde ocorreu a chamada “sessão do Tribunal do Crime” — uma espécie de julgamento paralelo realizado por organizações criminosas contra pessoas que violam suas regras internas.

Durante a sessão, José Washington teria sido submetido a agressões e, em seguida, executado com disparos de arma de fogo, concentrados principalmente na região da cabeça. Após o assassinato, o corpo foi enterrado em uma cova rasa no Morro do Cambota.

Investigação em andamento

A equipe do DHPP segue com as investigações para identificar os responsáveis pela execução e esclarecer todos os detalhes do crime. O corpo da vítima foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML) e passou por exame cadavérico, mas até o momento não foi liberado.

A Polícia Civil reforça que qualquer informação que possa ajudar na identificação dos envolvidos pode ser repassada, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Rapidinhas

PF prende dupla em flagrante por lavagem de dinheiro no Maranhão

A Polícia Federal prendeu duas pessoas pelo crime de lavagem de dinheiro, após serem flagradas sacando R$ 700 mil em espécie, em uma agência bancária localizada no município de Zé Doca, no Maranhão. A ação ocorreu nessa sexta-feira (24).

Durante as diligências, os policiais identificaram que os envolvidos mantinham contratos milionários com prefeituras maranhenses, alguns deles envolvendo verbas federais destinadas à educação, apesar de não possuir estrutura operacional compatível com o volume de recursos movimentados.

Foto: Divulgação/PF-MADinheiro apreendido pela PF
Dinheiro apreendido pela PF

No momento da abordagem, os suspeitos apresentaram versões contraditórias sobre a origem e destinação do dinheiro, alegando inicialmente tratar-se de valores provenientes de financiamento bancário. Diante das inconsistências e dos fortes indícios de ocultação da origem ilícita dos recursos, foi dada voz de prisão em flagrante aos envolvidos.

O valor em espécie e os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados para análise pericial e rastreamento financeiro, com o objetivo de identificar eventuais desvios de recursos públicos e outros participantes do esquema criminoso.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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