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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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A velhice não castiga ninguém. Ela apenas revela como vivemos

Muitas pessoas dizem que a velhice é cruel. Na verdade, ela apenas revela os hábitos que cultivamos.

O corpo é como uma conta corrente: durante décadas fazemos depósitos ou retiradas. Cada sessão de atividade física, cada noite bem dormida, cada alimentação equilibrada e cada escolha saudável representam um investimento. Da mesma forma, o sedentarismo, o excesso de alimentos ultraprocessados, o tabagismo e outros hábitos nocivos cobram seu preço com o passar dos anos. 

É claro que existem fatores que fogem ao nosso controle, como a genética, acidentes e algumas doenças. Mas, para a maioria das pessoas, o estilo de vida exerce uma influência decisiva sobre a forma como envelhecemos. 

Foto: Reprodução/Arquivo PesoalProfessores Demóstenes, Germano, Jessi e Bruno com Dona Maria Reis que vai fazer 100 anos
Professores Demóstenes, Germano, Jessi e Bruno com Dona Maria Reis que vai fazer 100 anos

Por isso, encontramos idosos que caminham com segurança, praticam exercícios, viajam, brincam com os netos e vivem com independência. E também encontramos pessoas da mesma idade enfrentando grandes limitações para realizar tarefas simples do dia a dia. 

A diferença nem sempre está na idade. Muitas vezes, está nas escolhas feitas ao longo dos anos. 

A velhice não chega para punir. Ela chega mostrando o resultado daquilo que fizemos — ou deixamos de fazer — com o nosso corpo. 

Envelhecer é inevitável. Como você vai envelhecer depende, em grande parte, das escolhas que começa a fazer hoje. 

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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