A Polícia Civil do Piauí solicitou à Justiça o acesso a informações da Bolsa de Valores sobre movimentações financeiras do trader Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido em Teresina como proprietário do “Pagode do Chico” e da empresa Xtreme Trader. O pedido, segundo relataram vítimas à Coluna, foi protocolado em 15 de setembro, mas, passados mais de dois meses, a autoridade policial ainda não recebeu retorno.
O objetivo da investigação é aprofundar a análise das operações financeiras atribuídas ao trader e verificar sua possível relação com outras pessoas que surgiram ao longo das apurações. A polícia busca identificar eventuais conexões, fluxos de capital e possíveis indícios de irregularidades envolvendo aplicações no mercado financeiro.
A ausência de resposta até o momento tem atrasado o andamento do inquérito, considerado peça-chave para esclarecer suspeitas levantadas por investidores que afirmam ter sofrido prejuízos após aportarem recursos por meio de Francisco das Chagas.
Em razão da demora no acesso às informações, a Polícia Civil ratificou o pedido e solicitou que, em caso de recusa, que a Justiça determine aplicação de multa diária. Até o momento, não há previsão de quando as informações serão disponibilizadas.
Rapidinhas
Investigação está 70% concluída
Fontes ouvidas pela Coluna apontaram que as investigações estão 70% concluídas e o recebimento de informações solicitadas por meio da Justiça são fundamentais para que a Polícia Civil possa fechar o inquérito policial. O objetivo era concluir o procedimento até o final do ano, no entanto, já não há mais tem hábil para entregar o relatório ao Poder Judiciário.
Mais de 100 vítimas já foram ouvidas pela Polícia Civil
A Polícia Civil do Piauí já ouviu mais de 100 vítimas no inquérito que apura denúncias contra o trader Francisco das Chagas Chaves da Silva e a empresa Xtreme Trader. Até o momento, os investigadores já identificaram um prejuízo milionário, embora o valor exato ainda dependa da conclusão das oitivas.
O número total de pessoas lesadas pode ultrapassar 300 vítimas, embora entre 130 e 135 boletins de ocorrência tenham sido formalmente registrados até agora. A maior parte das denúncias vem de Teresina, mas há também vítimas no Maranhão, especialmente em Timon, onde funcionava a sede da empresa, localizada no Shopping Cocais.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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