A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Polícia Civil do Piauí, deflagrou nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (19) a segunda fase da Operação Proteus para dar cumprimento a 20 ordens judiciais contra alvos no estado de São Paulo, acusados de aplicar o golpe do Falso Parente.
Até o início da manhã, 06 pessoas foram presas, e a operação seguirá até o cumprimento de todos os mandados.
As ordens foram expedidas pelo juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos. Além das prisões e buscas, também foi determinado o bloqueio judicial de 16 contas bancárias vinculadas a investigados, com o objetivo de garantir o futuro ressarcimento das vítimas dos golpes.
De acordo com o delegado Humberto Mácola, as investigações indicam que os alvos integram estruturas criminosas organizadas, especializadas em aplicar golpes nos quais se passam por familiares, geralmente por ligação telefônica ou por meio de perfis em redes sociais, usando dados desconhecidos e criando situação de urgência, como um acidente ou uma dívida, para pedir dinheiro. A vítima, agindo por preocupação, faz uma transferência rápida (geralmente via Pix), sem confirmar a identidade do suposto parente, caindo na armadilha.
A ação conta com a participação da Delegacia de Vigilância e Capturas-DOPE e GARRA/SP.
Oito acusados foram indiciados na 1ª fase da Operação Proteus
Na primeira fase da Operação Preteus, a Polícia Civil do Piauí indiciou 8 pessoas acusadas do crime de estelionato contra um médico de Teresina-PI, vítima do golpe do “Falso Parente”.
As investigações, que culminaram com a Operação Proteu, deflagrada em 26 de junho de 2024 nas cidades de Teresina-PI, Timon-MA, e em três municípios do estado de Goiás, concluíram que o grupo liderado por Luiz Carlos Gonçalves de Almeida foi responsável por causar um prejuízo de R$ 23.780,00 (vinte e três mil, setecentos e oitenta reais) ao médico por meio do golpe perpetrado no WhatsApp.
De acordo com relatório policial, em janeiro do ano passado, o médico foi até a Polícia Civil e registrou um Boletim de Ocorrência, denunciando que uma pessoa o procurou pelo WhatsApp, se passando por seu filho, que também é médico, e solicitou três transferências bancárias para nomes de terceiros.
Sem perceber que estava caindo em um golpe, o médico fez as três transações: a primeira no valor de R$ 7.600,00, a segunda de R$ 6.980,00 e a terceira e última de R$ 9.200,00, totalizando de R$ 23.780,00 (vinte e três mil, setecentos e oitenta reais).
Posteriormente, ao entrar em contato com seu filho, o médico percebeu que havia caído em um golpe do Falso Parente.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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