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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
GP1

Jornalista e músico são intimados a prestarem depoimento em inquérito que investiga coação contra membros do TJ-PI

As intimações são um desdobramento da segunda fase da Operação Vice-Cônsul, deflagrada semana passada.

A Polícia Civil do Piauí intimou uma jornalista e um músico para prestarem depoimento no bojo do inquérito, que apura um esquema de produção e uso de denúncias anônimas falsas contra um desembargador e dois juízes, supostamente, para coagir e obter decisões judiciais favoráveis em processos de aquisições de terras, em andamento no Tribunal de Justiça do Piauí.

A autoridade policial realizou as primeiras oitivas de demais pessoas alvos da Operação “Vice-Cônsul” e passou a elencar o liame que envolve três advogados, que já foram alvos de busca e apreensão (Henrique Martins Costa e Silva, Flávio Almeida Martins e Juarez Chaves de Azevedo Júnior) e a servidora pública Lucile de Souza Moura.

Foto: Alef Leão/GP1Tribunal de Justiça do Piauí
Tribunal de Justiça do Piauí

Primeira fase da operação: advogados investigados

Na primeira fase, foram expedidos mandados de busca e apreensão pela Central de Inquéritos de Teresina, atendendo a um pedido conjunto da Polícia Civil e do Ministério Público. Nessa fase, desencadeada no mês de agosto, a ação teve como alvos os advogados Henrique Martins e Flávio Martins, que também tiveram seus celulares apreendidos.

A operação foi batizada de "Vice-Cônsul" em referência à suposta ligação entre o chefe da organização criminosa no Piauí e o empresário Adailton Maturino dos Santos. Preso na Operação Faroeste, na Bahia, Maturino se apresentava falsamente como cônsul honorário da Guiné-Bissau, além de alegar ser juiz aposentado e mediador. Segundo as investigações, essa estratégia era usada para ganhar credibilidade e acesso a autoridades do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Denúncias falsas e dossiês

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após o registro de ocorrência que apontava indícios dessas práticas. Os suspeitos teriam elaborado denúncias falsas e dossiês falsificados, com a finalidade de pressionar e coagir magistrados, além de manipular órgãos correcionais como o Conselho Nacional de Justiça para obter vantagens em processos judiciais, dos quais os referidos advogados seriam beneficiados em ações que envolviam a aquisição de uma propriedade no Sul do Piauí.

Novas oitivas

Em depoimento obtido pela Coluna, a assessora da Secretaria de Governo do Estado, Lucile de Sousa Moura, afirmou que recebeu notícia-crime e um pedido de providência junto ao CNJ, contra magistrados Tribunal de Justiça do Piauí, a partir do advogado Juarez Chaves de Azevedo Júnior, que representa o Grupo Fransiosi e as repassou para Flávio Henrique, que repassou as denúncias para uma jornalista de uma grande TV.

O objetivo com as novas oitivas a serem realizadas na próxima semana é esclarecer por qual motivo a jornalista, que recebeu notícias-crime e o pedido de providências contra membros do Judiciário, os difundiu em grupos de WhatsApp, compartilhando o documento que alcançou vários destinatários (a maioria advogados e jornalistas).

Rapidinhas

Motorista foi executado com 10 tiros no rosto na zona sul de Teresina

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) identificou que o motorista Romário Duarte Mendes foi assassinado com 10 tiros no rosto, na noite dessa quarta-feira (10), no bairro Angelim, zona sul de Teresina.

Conforme o delegado Danúbio Dias, a vítima possui um grande histórico criminal, fato que pode ter motivado o assassinato do motorista.

Foto: Alef Leão/GP1Delegado Danúbio Dias
Delegado Danúbio Dias

“A vítima estava sentada próximo ao estabelecimento de instalação automotiva, quando um veículo preto estacionou em frente a ele: um indivíduo armado desceu, se direcionou especificamente para Romário e efetuou cerca de 10 disparos no rosto. O Romário já tem um histórico nos últimos anos, pelo menos 10 registros de ocorrências, uma por tráfico de drogas, ocasião em que foi preso em flagrante com cerca de 300 kg de maconha em Floriano. De 2024 para cá, havia registros contra ele de pelo menos 10 crimes, entre furtos, estelionato e apropriação indébita”, destacou o delegado Danúbio Dias.

Para o delegado, “o departamento vai trabalhar para tentar verificar se esse histórico criminal da vítima foi o que motivou o assassinato, já que ele vinha dando ao longo do último ano um prejuízo considerável para várias empresas e para algumas pessoas, além de responder a um processo criminal por roubo majorado ocorrido ainda esse ano”.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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