A Polícia Civil do Piauí deflagrou, na manhã desta terça-feira (02), a segunda fase da Operação "Vice-Cônsul", cumprindo mandados de busca e apreensão em seis endereços ligados ao advogado Juarez Chaves de Azevedo Júnior e a assessora da Secretaria de Governo do Estado, Lucile Moura.
A ação investiga um esquema de produção e uso de denúncias anônimas falsas contra autoridades, supostamente para coagir e obter decisões judiciais favoráveis em processos em andamento.
Primeira fase da operação: advogados investigados
Os mandados foram expedidos pela Central de Inquéritos de Teresina, atendendo a um pedido conjunto da Polícia Civil e do Ministério Público. A solicitação foi fundamentada em provas coletadas durante a primeira fase da operação, desencadeada na semana passada, que teve como alvos os advogados Henrique Martins e Flávio Martins, que também tiveram seus celulares apreendidos.
A operação foi batizada de "Vice-Cônsul" em referência à suposta ligação entre o chefe da organização criminosa no Piauí e o empresário Adailton Maturino dos Santos. Preso na Operação Faroeste, na Bahia, Maturino se apresentava falsamente como cônsul honorário da Guiné-Bissau, além de alegar ser juiz aposentado e mediador. Segundo as investigações, essa estratégia era usada para ganhar credibilidade e acesso a autoridades do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Investigação detalhada: denúncias falsas e dossiês
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após o registro de ocorrência que apontava indícios dessas práticas, levando à solicitação de medidas judiciais para coleta de provas. Os suspeitos teriam elaborado denúncias falsas e dossiês falsificados, com a finalidade de pressionar e coagir magistrados, além de manipular órgãos correcionais para obter vantagens em processos judiciais.
Izabella Furtado
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