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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Polícia Civil vai investigar uso de uniformes da corporação em crimes na região Metropolitana de Teresina

Suspeita é que bandidos tenham se passado por policiais para facilitar a prática de crimes.

A Polícia Civil do Piauí vai apurar o uso indevido de uniformes da corporação por criminosos durante assaltos na região Metropolitana de Teresina. A suspeita é de que indivíduos, que foram alvos de uma operação do DHPP em Altos, nessa quarta-feira (08), com os quais foram apreendidas vestimentas com emblemas da Polícia Civil, tenham se passado por policiais para facilitar a prática de crimes.

Segundo o delegado geral Luccy Keiko, a investigação buscará esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a atuação dos suspeitos e eventuais conexões com outros delitos. A polícia reforçou que não pretende deixar nenhuma conduta criminosa sem apuração.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado geral Luccy Keiko e delegado Barêtta
Delegado geral Luccy Keiko e delegado Barêtta

Armas de fogo passarão por exames de balística

Em relação às armas apreendidas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na operação do DHPP (duas pistolas calibre .40) o material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para exames periciais.

“As armas passarão por microcomparação balística e serão inseridas no Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), ferramenta que permite identificar se o armamento já foi utilizado em outros crimes, incluindo homicídios”, destacou o delegado geral.

A Polícia Civil destacou que o uso do sistema tem contribuído significativamente para a elucidação de crimes no estado, especialmente em investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Rapidinhas

DHPP tem 30 dias para concluir inquérito sobre morte de motorista de aplicativo

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) tem o prazo de 30 dias para finalizar o inquérito que apura a morte de um motorista de aplicativo, Francisco Alan Marques da Silva, 27 anos, após a prisão de suspeitos e avanço significativo das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí.

Desde o desaparecimento da vítima, equipes do DHPP, com apoio do setor de inteligência e de outras unidades especializadas, iniciaram diligências que resultaram na prisão de suspeitos por meio de mandados de prisão temporária nessa quarta-feira (08). Entre eles está um homem conhecido como Luiz Neto, apontado como um dos principais envolvidos no crime.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram outros dois indivíduos na mesma residência. Ambos possuíam mandados de prisão em aberto por crimes violentos e também foram conduzidos ao DHPP. Um deles, inclusive, já havia sido condenado e estava em regressão de regime.

Na ação, foram apreendidas joias, cuja origem ainda está sendo investigada, duas pistolas calibre .40 e aparelhos celulares. Um dos suspeitos tentou destruir o próprio celular no momento da abordagem, mas o material foi recuperado e encaminhado para perícia. Os dispositivos passam por extração de dados, o que pode revelar novas provas relacionadas ao caso e a outros possíveis crimes.

Foto: Divulgação/Polícia Civil do PiauíLuiz Bezerra Neto, Weslley Fernandes Pereira e Matheus Silva Caland
Luiz Bezerra Neto, Weslley Fernandes Pereira e Matheus Silva Caland

De acordo com a polícia, durante os interrogatórios, os investigados apresentaram versões contraditórias. Inicialmente, Luiz Neto admitiu ter estado com o carro da vítima, mas tentou atribuir o crime a terceiros. Com o avanço das investigações e a apresentação de evidências, ele acabou indicando o local onde o corpo foi ocultado.

Equipes do DHPP, com apoio de outras unidades, realizaram diligências na região onde o corpo foi encontrado, sendo acionados o Instituto de Medicina Legal (IML) e a perícia criminal para os procedimentos necessários. O corpo foi recolhido e posteriormente liberado para a família.

Veículo da vítima ainda não foi localizado

A polícia trabalha agora para localizar o veículo da vítima, que teria sido escondido em uma residência, mas já não foi encontrado no local indicado. Segundo o DHPP, o prazo legal de 30 dias será utilizado para consolidar todas as provas e concluir um inquérito robusto, que permita a responsabilização dos envolvidos.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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