A Justiça rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra quatro pessoas acusadas de participação no assassinato da jovem Maria Eduarda Ferreira Sena Reis, crime ocorrido no residencial Lindalma Soares, na zona norte de Teresina, no dia 28 de outubro de 2025. A denúncia, assinada pelo promotor Nielsen Silva, foi recusada sob o argumento de ausência de individualização das condutas dos réus.
Em resposta à decisão, o representante do Ministério Público chegou a apontar a individualização das ações atribuídas a cada acusado, mas o entendimento não foi acolhido pelo Judiciário, que manteve a rejeição da denúncia.
O caso foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que indiciou quatro suspeitos apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a delegada Nathália Figueiredo, responsável pelas investigações, todos os investigados foram presos durante a apuração e permanecem no sistema prisional. “Durante as investigações nós realizamos quatro prisões. Eles já se encontram, inclusive, presos de forma preventiva”, afirmou a delegada.
De acordo com a polícia, foram indiciados Lairice, conhecida como Iemanjá, Adriele, Rodriguinho e Michardson. As investigações apontam que os quatro teriam participação direta no assassinato da jovem.
Ainda conforme o DHPP, o crime guarda relação com disputa entre facções criminosas. A vítima se envolveu com um homem ligado ao grupo Bonde dos 40, rival do PCC. Esse homem também é suspeito de envolvimento na morte do irmão de um dos investigados, o que reforça a hipótese de vingança como motivação do crime. “Vimos que, para além da questão de facção criminosa, também houve um contexto de vingança”, destacou Nathália Figueiredo.
Durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária contra uma das suspeitas, Lairice, a polícia encontrou na residência dela um homem foragido da Justiça, com mandado expedido pela comarca de Floriano, também investigado por homicídio. Segundo o DHPP, ele estava escondido no local com apoio da suspeita.
Ao final do inquérito, os quatro investigados foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.
Rapidinhas
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai solicitar ao Ministério Público o aditamento da denúncia no caso do feminicídio de Maria Eduarda Ferreira Sena Reis. A medida ocorre após a prisão de um novo suspeito, Luís Geraldo Alves Lima, vulgo “terrorista”, que pode ampliar de quatro para cinco o número de envolvidos no crime.
A inclusão de novas informações no processo ocorrerá após o depoimento do investigado, preso no dia 19 de abril de 2026. Segundo o DHPP, há indícios de que o suspeito estava no mesmo evento que a vítima antes do crime e pode ter participação direta na dinâmica que levou à execução.
A prisão foi realizada pela Polícia Militar durante uma ação operacional. De acordo com os policiais do BPRone, o homem tentou fugir ao perceber a aproximação da viatura, chegando a correr e pular muros de residências. Após um cerco, ele foi capturado, e, durante a verificação, foi constatado um mandado de prisão temporária em aberto pelo crime de feminicídio.
Entenda o caso
O DHPP já havia indiciado quatro pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato, apontadas como integrantes de uma facção criminosa. Segundo a polícia, todos já se encontram presos preventivamente.
As investigações indicam que o crime pode estar relacionado a disputas entre grupos criminosos rivais, motivadas por relações pessoais da vítima com integrantes de outra facção.
Com a nova prisão, a expectativa é que o caso seja reavaliado pelo Ministério Público, podendo resultar na ampliação da denúncia e no aprofundamento das responsabilidades de cada envolvido.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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