Nos bastidores do Palácio da Cidade, o clima não tem sido dos mais amenos. O vice-líder do prefeito na Câmara, Pedro Alcântara (Progressistas), atravessou a semana sob fogo amigo e, ao que parece, saiu chamuscado. Depois de ser chamado por Deolindo Moura de “o principal opositor de Sílvio na Câmara”, o vereador acabou recebendo um puxão de orelha direto do prefeito.
Fontes descreveram a está colunista o episódio como uma daquelas conversas típicas de Sílvio Mendes: voz baixa, palavras duras e avisos que soam como conselhos, mas doem como sanções. O prefeito, segundo um interlocutor, exigiu “menos confusão”. Tradução política: menos vaidade, mais disciplina.
Sílvio anda incomodado com o que considera um desalinhamento crônico da própria base. E com razão. Há tempos a articulação governista não consegue conter seus ruídos internos. Na Câmara, o prefeito começa a descobrir que o problema não está exatamente na oposição, mas dentro de casa.
A irritação maior, veio quando o vereador João Pereira (PT) um nome que o próprio Palácio nunca tratou como aliado orgânico conseguiu articular os votos necessários para aprovar a nova operação de crédito de R$ 435 milhões, uma façanha que a base de Sílvio penou para alcançar.
O episódio foi lido por gente próxima ao prefeito como um sinal de que a engrenagem política do Palácio da Cidade está enferrujando. A imagem de um gestor técnico e discreto começa a ser ofuscada por falhas de articulação e uma base que já não responde como antes.
Sílvio, que sempre prezou pela discrição, parece ter chegado ao limite da paciência com seus próprios articuladores. Pedro Alcântara virou o exemplo.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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