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Colunista Caroline Vitorino
Análise política
GP1

PT fecha lista de nomes masculinos para deputado federal pelo Piauí

O PT trabalha com uma meta ambiciosa: eleger cinco deputados federais e quinze estaduais.

A chapa federal do Partido dos Trabalhadores para as eleições de 2026 já está fechada. Os deputados federais Merlong Solano, Florentino Neto, Flávio Nogueira e Francisco Costa vão disputar a reeleição, formando o eixo central da candidatura petista.

Foto: Lucas Dias/GP1Merlong Solano, Florentino Neto, Flávio Nogueira e Francisco Costa
Merlong Solano, Florentino Neto, Flávio Nogueira e Francisco Costa

A esse grupo somam-se o deputado estadual Franzé Silva, o ex-deputado Zé Santana e o delegado Charles Pessoa, que integra a chapa como representante da Federação PT–PV–PCdoB. Juntos, esses nomes compõem a base tradicional do partido, reunindo mandatos, forte recall eleitoral e influência política em diferentes regiões do estado.

Com a maior estrutura partidária e as bancadas mais robustas tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa do Piauí, o PT trabalha com uma meta ambiciosa: eleger cinco deputados federais e quinze estaduais. A estratégia passa por concentrar esforços nos candidatos com maior densidade política, sobretudo homens já testados nas urnas, como forma de assegurar o quociente eleitoral e ampliar o protagonismo da sigla em 2026.

Foto: Lucas Dias/Alef Leão/GP1Franzé Silva, Zé Santana e o delegado Charles Pessoa
Franzé Silva, Zé Santana e o delegado Charles Pessoa

No âmbito da Federação PT–PV–PCdoB, a montagem das chapas exige cálculos cuidadosos. PV e PCdoB buscam mais do que uma participação simbólica: ambos disputam espaço real e representação efetiva. Nesse contexto, a entrada de Charles Pessoa reforça o peso da federação nas negociações internas e abre margem para rearranjos estratégicos, especialmente no tabuleiro do PCdoB.

Chapa feminina

Embora o eixo central das articulações esteja concentrado nas candidaturas masculinas, o PT atua, em paralelo, para ampliar e fortalecer a presença feminina nas chapas, tanto por exigência da legislação eleitoral quanto por cálculo estratégico. Internamente, a avaliação é de que a participação de mulheres não deve se limitar ao cumprimento de cotas, mas funcionar como elemento capaz de ampliar o alcance político e o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.

Nesse contexto, nomes como Raíssa Protetora, Marina Santos, coronel Elizete, Zenaide Lustosa e Elzuila Calisto são tratados como ativos políticos relevantes. As possíveis candidaturas são vistas como capazes de agregar densidade simbólica à chapa federal, mobilizar bases específicas e oxigenar o discurso partidário em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo. A consolidação desses nomes, contudo, ainda está em fase de construção e depende do encaixe final das chapas e do equilíbrio geral da federação.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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