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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Por que o câncer de intestino está atingindo cada vez mais jovens?

O número de casos em pessoas com menos de 50 anos está crescendo de forma alarmante no mundo inteiro.

Durante décadas, o câncer colorretal foi considerado uma doença típica de idosos. Mas algo preocupante está acontecendo: o número de casos em pessoas com menos de 50 anos está crescendo de forma alarmante no mundo inteiro. E isso não é coincidência.

1.A explosão dos alimentos ultraprocessados

A principal suspeita dos cientistas está na mudança radical da alimentação nas últimas décadas. Jovens cresceram consumindo: Refrigerantes; Fast food; Embutidos (salsicha, presunto, bacon); Açúcares refinados;  Farinhas ultraprocessadas

Foto: Acervo pessoalDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Esses alimentos alteram profundamente o intestino, promovendo inflamação crônica, desequilíbrio da microbiota intestinal e danos ao DNA das células intestinais, criando o ambiente perfeito para o câncer surgir.

2.Sedentarismo: o intestino parado também adoece

O corpo humano foi projetado para o movimento. Quando ficamos sentados o dia inteiro, o intestino também fica lento.

O sedentarismo é responsável por:

Diminuir o trânsito intestinal, aumentar o tempo de contato das toxinas com a mucosa intestinal e  elevar inflamação sistêmica. Tudo isso acaba por deixar o intestino lento é intestino mais exposto a carcinógenos.

3.Obesidade e resistência à insulina

O excesso de gordura corporal não é apenas estético — ele altera hormônios, aumenta inflamação e estimula o crescimento de células cancerígenas. A resistência à insulina, comum em jovens hoje, cria um ambiente metabólico favorável ao câncer, inclusive no intestino.

O câncer de intestino não aparece do nada. Ele é, em grande parte, um reflexo de décadas de escolhas alimentares e comportamentais ruins impostas por um sistema que vende doença e depois vende tratamento.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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