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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Erros que muitos professores cometem ao prescrever exercícios para idosos

O primeiro erro comum é transformar o treino do idoso em algo excessivamente leve e pouco funcional.

Quando se fala em atividade física para idosos, muitas vezes os programas de treino acabam sendo montados de forma equivocada. Na tentativa de “adaptar demais” os exercícios, alguns profissionais acabam deixando de trabalhar justamente aquilo que é mais importante para quem está envelhecendo: a capacidade de realizar movimentos básicos do dia a dia.

O primeiro erro comum é transformar o treino do idoso em algo excessivamente leve e pouco funcional. Muitos programas são compostos apenas por caminhadas lentas, exercícios de coordenação motora, alongamentos ou exercícios muito simples. Embora essas atividades tenham seu valor, elas não são suficientes para preservar algo fundamental no envelhecimento: a FORÇA MUSCULAR.

Foto: Reprodução/Arquivo PesoalProfessor Demóstenes Ribeiro e alunas
Professor Demóstenes Ribeiro e alunas

Outro erro frequente é priorizar exercícios isolados em vez de movimentos funcionais. No dia a dia, o idoso não precisa apenas mover um músculo específico; ele precisa executar movimentos completos que envolvem vários grupos musculares ao mesmo tempo.

Na prática, os movimentos mais importantes para manter a autonomia do idoso são extremamente simples e fazem parte da vida diária:

1.Empurrar (como empurrar uma porta ou levantar-se apoiando nos braços)

2.Puxar (como puxar um objeto ou segurar algo próximo ao corpo)

3.Sentar e levantar (movimento essencial para levantar de uma cadeira ou do sofá)

4.Carregar objetos (sacolas, por exemplo)

Esses movimentos são chamados de padrões básicos de movimento e são eles que realmente preservam a funcionalidade.

Por exemplo, o simples ato de sentar e levantar de uma cadeira é um dos movimentos mais importantes para o idoso. Quando a força das pernas diminui, algo aparentemente simples passa a ser um enorme desafio. Muitas vezes é nesse momento que começa a perda de independência.

Da mesma forma, exercícios de empurrar e puxar ajudam a fortalecer braços, ombros e costas, músculos essenciais para tarefas cotidianas como abrir portas, levantar objetos ou apoiar-se para se levantar.

Quando o treino é bem orientado e respeita as limitações individuais, o idoso pode — e deve — treinar força.

O objetivo principal da atividade física na terceira idade não é estética nem desempenho esportivo. O verdadeiro objetivo é preservar autonomia, independência e qualidade de vida.

Em outras palavras, o melhor treino para um idoso é aquele que o mantém capaz de fazer sozinho aquilo que todos nós fazemos diariamente: levantar, sentar, puxar, empurrar e se movimentar com segurança.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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