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Senador Álvaro Dias desmente senador Humberto Costa sobre gastos do dinheiro público na Copa 2014


Um dos buldogues escalados por Dilma Rousseff para defender, no Congresso Nacional, o desgoverno marcado por incompetência e paralisia, o senador Humberto Costa (PT-PE) parece não se incomodar com a vassalagem, ao mesmo tempo em que não recorre aos fatos da recente história nacional para rechear os obtusos discursos que leva à tribuna do Senado. Na tarde desta segunda-feira (17), o senador petista tinha a incumbência de rebater as críticas crescentes que vem recebendo a decisão do governo federal de realizar a Copa do Mundo no Brasil.

Humberto Costa classificou como acertada a decisão do então presidente Lula de colocar o Brasil na disputa pelo direito de sediar o evento futebolístico, mas o petista parece não saber que tudo não passou de um jogo imundo e de cartas marcadas, como sempre acontece na conturbada FIFA. Fora isso, Lula insistiu com o presidente da entidade, Joseph Blatter, para que o número de cidades-sede fosse elevado de dez para doze.

Alegou o senador que apenas metade dos recursos utilizados para a construção dos estádios tem origem no dinheiro público, sendo que a outra parte foi financiada pelo BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Humberto Costa pode estar sofrendo de lufadas de amnésia, mas o lobista Luiz Inácio da Silva garantiu, em 31 de outubro de 2007, na Suíça, que nenhum centavo de dinheiro público seria investido na realização da Copa do Mundo.
Imagem: ReproduçãoSenador Humberto Costa(Imagem:Reprodução)Senador Humberto Costa

Que Humberto Costa, líder do PT no Senado, é um parlamentar obediente todos sabem – até porque sua absolvição no escândalo de corrupção conhecido como Máfia das Sanguessugas não saiu de graça –, mas é o suado dinheiro do trabalhador brasileiro que está a financiar mais uma sandice de um partido populista e fanfarrão, que ao longo da última década mostrou ao País a sua vocação para o banditismo político.

Humberto Costa foi sucedido na tribuna do Senado pelo tucano Alvaro Dias (PR), que não deixou por menos e deu detalhes do escândalo em que se transformou a realização da Copa do Mundo no Brasil. Lembrou o senador paranaense que 97% do dinheiro investido nas obras para a Copa, inclusive os estádios, tem origem nos cofres públicos, não importando se a cornucópia é estadual ou federal.

Disse Alvaro Dias que o superfaturamento do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, é um escândalo descomunal, uma vez que a arena, um dos elefantes brancos do evento futebolístico, já custou aos cofres do Distrito Federal mais de R$ 1,6 bilhão, podendo chegar em breve, ao final da apuração das contas, a R$ 2 bilhões. Mesmo com esse valor absurdo, o Mané Garrincha apresenta problemas, inclusive goteiras.
Imagem: ReproduçãoSenador Álvaro Dias(Imagem:Reprodução)Senador Álvaro Dias

O senador tucano destacou que no Brasil o preço médio dos assentos nos estádios da Copa do Mundo é absurdo, pois ultrapassa a marca de R$ 11,4 mil cada. A título de comparação, Alvaro Dias lembrou que na África do Sul, que sediou a Copa de 2010, o preço médio por assento atingiu o equivalente a R$ 5,5 mil, enquanto que na Alemanha, sede da Copa de 2006, o preço ficou em R$ 5,4 mil.

O escândalo que emoldura a construção do Estádio Mané Garrincha é acintoso e pode ser explicado pelos mais de quarenta aditivos ao contrato da obra, sendo que o último deles, a menos de cem dias da Copa do Mundo, tem o valor de R$ 300 milhões. Lembrou o senador Alvaro Dias que o estádio da Juventus, na Itália, que é considerado de primeiro mundo, custou R$ 250 milhões, mas o de Brasília custará oito vezes mais.

Humberto Costa, em seu discurso de encomenda, disse que a Copa do Mundo eleva a autoestima da população e serve para divulgar o País no exterior, mas o Brasil tem outras prioridades que os R$ 30 bilhões que saíram dos cofres federais para a realização do evento poderiam resolver com facilidade.

Ucho.info

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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