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Rombo no Orçamento será de R$ 51,8 bilhões

O relator Hugo Leal afirma que as pedaladas fiscais não estão incorporadas a esse valor.

Nesta terça-feira (27) será encaminhada ao Congresso uma revisão para baixo da meta fiscal de 2015. Apesar do aumento exorbitante de vários tributos, as contas do governo terão um rombo recorde este ano.
Imagem: DivulgaçãoRombo no Orçamento será de R$ 51,8 bilhões (Imagem:Divulgação)Rombo no Orçamento será de R$ 51,8 bilhões

Segundo o comunicado que será encaminhado pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), a nova meta para 2015 é de um déficit primário (despesas maiores que as receitas) de R$ 51,8 bilhões, equivalente a cerca de 0,8 % do PIB, informou o deputado Hugo Leal (Pros-RJ), relator do projeto de lei que altera a meta fiscal deste ano, após reunião com o ministro Nelson Barbosa, nesta terça (27).

"Nas despesas, não houve nenhuma alteração. Na realidade, o que você tem é a não expectativa das receitas administradas. O que o governo trabalha é com um déficit para 2015 de R$ 51,8 bilhões. Essa é a meta levando em consideração a frustração das receitas previstas e a queda da arrecadação", declarou Leal.

No vermelho


Com a confirmação de que as contas públicas ficarão no vermelho, serão dois anos consecutivos de resultados negativos. Em 2014 o setor público registrou um déficit primário inédito de R$ 32,53 bilhões, ou 0,63% do PIB.

Pedaladas fiscais

De acordo com o relator, a nova meta não incorpora a regularização das pedaladas fiscais.

“A questão das pedaladas, que eu prefiro chamar das despesas do governo frente a entes públicos, serão previstas no projeto, mas não estão [nos R$ 51,8 bilhões da meta de déficit fiscal]. Lembrando que o governo já vem pagando estas despesas. Neste ano, já foram pagos R$ 20 bilhões. Não está estabelecido um valor [para o pagamento das pedaladas]. A meta pode ser modificada dependendo do que vier a ser incorporado para o pagamento ainda neste ano [das pedaladas]", explicou o relator.

Durante um evento em São Paulo, o ministro Joaquim Levy informou que a meta seria revisada com previsão de déficit “próximo de 1% do PIB”.

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