A rede de supermercados Carrefour anunciou a demissão de 2.200 funcionários, o equivalente a 1,5% de seu quadro de trabalhadores, às vésperas do Natal. O grupo, que também é dono do Atacadão e do Sam’s Club, emprega 130 mil pessoas, entre postos diretos e indiretos, e não especificou quais áreas foram mais impactadas pelas demissões. A empresa afirmou que o corte não afetará a operação de final de ano e nem o atendimento aos clientes.
Em nota, o Carrefour classificou as demissões como parte de um “movimento natural” no setor varejista. Apesar disso, o anúncio contrasta com a tendência de contratações temporárias no varejo nesta época do ano. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados, o consumo neste período deve crescer 12% em relação ao mesmo intervalo de 2022, impulsionando a criação de vagas temporárias no setor.
A empresa destacou ainda que abriu 6.000 vagas de emprego em outubro, em funções como padeiro, açougueiro, empacotador, repositor, operador de caixa, técnico de manutenção, frentista e operador de empilhadeira. As oportunidades estão distribuídas em 20 Estados e no Distrito Federal, mas o preenchimento das vagas ainda está em andamento. O Carrefour não informou se os desligados poderão concorrer a essas novas posições.
Além das mudanças no quadro de funcionários, o Carrefour esteve recentemente no centro de uma controvérsia envolvendo relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e França. O presidente global da rede, Alexandre Bompard, anunciou no mês passado que a empresa deixaria de comprar carne de países do Mercosul, incluindo o Brasil, em apoio aos agricultores franceses. A declaração gerou um boicote de frigoríficos brasileiros, que foi revertido após um pedido de desculpas formal ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Davi Fernandes
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