Após oito meses de negociações sem sucesso, o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) anunciou uma greve nacional indefinida a partir de 3 de abril. A decisão veio após o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) confirmar reajuste salarial de 0% para 2024.
O anúncio da greve foi feito em meio a uma série de atos e mobilizações planejados para abril. A data de início da greve, 3 de abril, foi incorporada ao calendário de lutas sindicais, um movimento visto, segundo o Sinasefe, como crucial neste momento em que a União registra recordes de arrecadação, com o melhor desempenho desde 1995.
A proposta de congelamento salarial em 2024 foi recebida com indignação pela bancada sindical. As entidades sindicais enfatizaram que a proposta é “inaceitável e desrespeitosa para as categorias”. Em resposta às negativas do governo, os sindicalistas decidiram intensificar suas ações.
No dia 15 de abril, está programado o início da greve nacional em universidades federais, institutos e centros federais. A decisão foi anunciada pelo setor das Instituições Federais de Ensino (Ife) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) no dia 22 de março. Os sindicalistas responsabilizam o governo pela deterioração das condições de trabalho dos professores.
No dia 16 de abril, será realizada uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir as reivindicações dos servidores. A audiência foi solicitada pela deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). No dia seguinte, os sindicalistas se reunirão em Brasília para uma marcha por recomposição salarial. No dia 18 de abril, cada categoria realizará atos específicos de mobilização.
Davi Fernandes
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