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Saiba quais são as estatais com os maiores prejuízos no Governo Lula

Levantamento do MGI mostra que os prejuízos surgiram pouco depois da posse do presidente Lula.

Doze das 44 estatais controladas diretamente pelo Governo Federal encerraram 2024 com prejuízo, segundo dados do Ministério da Gestão e Inovação (MGI). Os Correios lideram a lista, com resultado negativo de R$ 2,6 bilhões, seguidos pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que registrou déficit de R$ 1,1 bilhão. Outras empresas que apresentaram perdas significativas foram a Embrapa (-R$ 375 milhões), a Infraero (-R$ 229 milhões) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (-R$ 132 milhões).

O levantamento do MGI mostra que os prejuízos surgiram pouco depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o último ano do governo de Michel Temer e nos quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro, as estatais apresentavam lucro. Um gráfico elaborado pela CNN Brasil, com base em dados do Banco Central, evidencia a reversão do cenário de resultados positivos no início do Governo Lula.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilLuiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, reconheceu que a empresa perdeu participação no mercado e atribuiu o desempenho ao avanço da concorrência e à lentidão da estatal em se modernizar. Ele afirmou que apenas empresas que adotarem processos mais eficientes terão condições de retornar ao lucro, destacando a necessidade de inovação e reorganização internas.

Elisa Leonel, secretária de Coordenação e Governança das Estatais do MGI, afirmou que a situação da empresa exige acompanhamento constante do governo. Ela explicou que, durante a inclusão dos Correios no Plano Nacional de Desestatização, a estatal deixou de investir e perdeu contratos, o que afetou diretamente a receita. Segundo Elisa, a estratégia agora é diversificar as atividades para gerar novas fontes de receita.

Em 2023, o governo federal cancelou o processo de privatização dos Correios, que havia sido iniciado durante a gestão de Jair Bolsonaro. A medida foi justificada pelo presidente Lula como necessária para reorganizar a empresa e buscar alternativas de receitas que garantam sua sustentabilidade no médio e longo prazos. A secretária Elisa destacou que o foco é criar negócios que complementem a atividade principal da estatal e aumentem a rentabilidade.

Além dos Correios e da CBTU, outras estatais com prejuízos expressivos em 2024 incluem a Embrapa, responsável por pesquisa agropecuária; a Infraero, que administra aeroportos; e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, que fornece serviços médicos e hospitalares.

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