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Advogado que atuou no Mensalão morre após passar mal em São Paulo

Com 30 anos de carreira, ele ficou conhecido por atuar em casos de grande repercussão nacional.

O advogado Luiz Fernando Pacheco, conhecido por atuar em casos de grande repercussão nacional, foi encontrado morto em uma rua na manhã desta quinta-feira (02) no bairro Higienópolis, no Centro de São Paulo. Ele tinha 30 anos de carreira, e integrou a defesa de réus na ação penal do Mensalão.

Uma testemunha relatou que viu o advogado passando mal na rua. Ela comentou que ele apresentava sinais de convulsão e dificuldade para respirar. A causa da morte ainda é investigada.

Foto: Divulgação/OAB NacionalAdvogado Luiz Pacheco
Advogado Luiz Pacheco

Segundo a Polícia Militar, Pacheco foi encontrado desacordado e chegou a ser atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado para o Pronto-Socorro da Santa Casa. Apesar disso, o advogado não resistiu e foi a óbito.

No momento em que foi atendido, Luiz Pacheco não portava documentos, e só teve a identidade confirmada no exame papiloscópico no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt. Amigos e colegas contaram que ele não aparecia em redes sociais e grupos de mensagens desde terça-feira (30), o que motivou buscas pelo advogado antes da confirmação da morte dele.

Carreira

Luiz Fernando Pacheco começou a advogar em 1994 no escritório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, e seis anos depois, virou sócio do criminalista. Já em 2013, criou o próprio escritório, homônimo, voltado para a advocacia criminal.

Entre os parceiros estão os advogados Dora Cavalcanti, Sônia Cochrane Ráo e Sandra Pires, além de outros. Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Leonardo Sica, lamentou a partida do advogado. “Ele tinha 30 anos de carreira. Presidiu a comissão de prerrogativas da OAB-SP. Foi sempre um grande guerreiro do direito de defesa, das prerrogativas do cidadão, dos direitos humanos. Sempre trabalhou de maneira muito aguerrida nisso, como poucos”, escreveu o presidente da OAB-SP.

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