O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (6), para criticar as articulações que buscam um nome para substituir o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2026. Segundo o parlamentar, “essas confabulações que visam tratar meu pai como uma carniça política a ser rapinada por abutres não irão prosperar”.
A declaração foi publicada no mesmo dia em que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) protocolou um novo pedido de visita ao ex-presidente. O gesto ocorre em meio a disputas internas da direita sobre possíveis alianças para 2026.
Não se engane, até serem derrotados eles inventarão mil alternativas a Bolsonaro e a quem realmente represente o sentimento anti-establishment, o sentimento do movimento nacional populista, o sentimento do homem comum. É igual a JB em 2018, anunciado como perdedor das eleições…
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) October 6, 2025
Deputado avalia saída do PL e mira 2026
Atualmente residindo nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro avalia deixar o Partido Liberal (PL) para disputar a Presidência da República em 2026 por outra sigla.
Recentemente, circularam rumores de que o deputado poderia se filiar ao PRTB, hipótese negada pela direção nacional do partido.
Eduardo tem ampliado suas críticas ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, após o dirigente afirmar, em entrevista à Folha de S. Paulo, que o parlamentar ainda “mataria o pai” por causa de suas atitudes.
Em resposta, Eduardo classificou a fala como uma “canalhice” e cobrou desculpas públicas de Valdemar.
Eduardo pode perder o mandato por faltas na Câmara
O deputado enfrenta ainda um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que pode resultar na suspensão ou cassação de seu mandato.
Eduardo acumula faltas, já que o regimento interno da Casa não permite o exercício do mandato de forma remota.
Para contornar a situação, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) chegou a ceder a liderança da minoria a Eduardo, o que evitaria a contagem de ausências. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a indicação com base em parecer técnico que aponta ser impossível exercer funções de liderança a distância.
Thais Guimarães
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