A desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), decidiu nesta quinta-feira (20) manter a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ela rejeitou o pedido de soltura apresentado pela defesa, especialmente pelo “risco concreto” da liberdade do banqueiro, apontado como um dos líderes do grupo acusado de causar prejuízo de bilhões de reais ao sistema financeiro nacional.
“A interrupção dos atos criminosos faz-se imperiosa. A liberdade do paciente, neste cenário de fraude sistêmica e obstrução da fiscalização, representa risco concreto [...] Há fortes indícios de que a organização criminosa se manteve em plena atividade, sendo a prisão necessária para cessar a continuidade delitiva”, diz trecho da decisão proferida.
Daniel Vorcaro foi preso nessa segunda-feira (17) pela Polícia Federal (PF) em São Paulo, enquanto tentava embarcar em um jatinho particular. Ele é um dos alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito fraudulentos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.
Segundo as autoridades, o empresário tentava viajar para Dubai quando foi capturado. A defesa alega que a viagem para os Emirados Árabes seria para fechar uma negociação, e nega qualquer tentativa de fuga por parte do banqueiro.
Banco Central determinou liquidação do Banco Master
No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de propriedade do empresário Daniel Vorcaro. A determinação também é válida para o Banco Master Múltiplo, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Essa é uma medida destinada a interromper o funcionamento de uma instituição e promover sua retirada, de forma organizada, do Sistema Financeiro Nacional. Normalmente ela é usada em situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade.
Carolina Matta
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