A deterioração do cenário econômico pode aumentar a desaprovação do Governo Federal, como apontam as últimas pesquisas de opinião. Essa sequência de fatos negativos para Luiz Inácio Lula da Silva teve início em outubro, às vésperas do ano eleitoral.
A megaoperação realizada no Rio de Janeiro foi um dos fatores que desgastaram o governo, devido à crescente discussão a respeito da segurança pública. Assim, o medo de estagnação econômica e o esgotamento dos dribles orçamentários podem comprometer a reeleição de Lula, além de alimentar o discurso da oposição.
As últimas pesquisas apontam que a recuperação da popularidade de Lula perdeu fôlego, já que o impulso gerado pela ofensiva governamental contra o tarifaço dos Estados Unidos não se sustentou.
Outro ponto crucial para esse cenário negativo para o Governo Lula foi a falta de organização e estrutura em Belém para a realização da COP 30. Somam-se a isso os juros altos, que freiam o PIB, conforme divulgado pelo Banco Central no dia 17 de novembro, quando foi registrado um recuo de 0,9% no terceiro trimestre de 2025.
O alto patamar de endividamento brasileiro também preocupa analistas e investidores. Em outubro, foi registrado que 80% das famílias do país têm alguma dívida, sendo 30,5% com dívidas em atraso e 13,2% declarando não ter condições de pagar.
O mercado de trabalho também apresentou dados negativos para o governo. O Ministério do Trabalho divulgou, no dia 27 de novembro, a abertura de 85,1 mil vagas formais em outubro, uma queda de 35% em relação a outubro de 2024, quando haviam sido registrados 131,6 mil empregos com carteira assinada.
Francielle Barroso
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