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Fenaj denuncia agressões contra jornalistas na Câmara e cobra Hugo Motta

"Não podemos admitir que medidas autoritárias sejam naturalizadas e se repitam", diz a nota.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) publicaram nota de repúdio às agressões praticadas contra jornalistas nas dependências da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), durante um tumulto generalizado. As entidades cobraram explicações do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além das agressões, a Fenaj e o SJPDF repudiaram o desligamento do sinal da TV Câmara, que transmitia ao vivo o que ocorria no plenário. “Diversos relatos dão conta de profissionais agredidos por policiais legislativos. A Fenaj e o SJPDF consideram extremamente grave o cerceamento ao trabalho da imprensa e à liberdade e ao direito de informação da população brasileira. Ainda mais lamentável e absurdos os episódios de agressões físicas a profissionais da imprensa”, consta na nota.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosPlenário da Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados

Na avaliação das entidades, o ocorrido remete a tempos da ditadura, com cerceamento do livre trabalho da imprensa e agressões.

“As entidades cobram explicações do presidente da Câmara, Hugo Motta, e responsabilização do mesmo e de todos que agrediram jornalistas por este sério atentado a um importante pilar da democracia”, diz o texto.

Hugo Motta se pronuncia

Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta responsabilizou o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e o chamou de extremista por ter ocupado a mesa da presidência. O parlamentar de esquerda foi retirado à força pela Polícia Legislativa.

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