O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, nesta sexta-feira (12), um vídeo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece deitado, dormindo e apresentando episódios de soluço. Segundo o parlamentar, as imagens não seriam inicialmente destinadas ao público, mas acabaram sendo tornadas públicas por ele considerar que o estado de saúde do pai não poderia ser omitido.
Em publicação nas redes sociais, afirmou que a decisão foi difícil e que convive diariamente com situações que descreveu como delicadas. Nos relatos que acompanharam o vídeo, Carlos afirmou que Bolsonaro necessita de cuidados especiais durante todo o dia e que sua condição estaria piorando. Ele disse que os registros exibidos representam apenas parte da rotina enfrentada pelo ex-presidente, indicando que há episódios mais severos que não foram mostrados. O vereador associou as dificuldades aos reflexos da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
Carlos também manifestou preocupação com ocorrências de refluxo intenso, indicando que esse quadro poderia provocar broncoaspiração. De acordo com ele, a possibilidade desse tipo de complicação representa um risco imediato à vida do ex-presidente. O vídeo, gravado antes da prisão de Bolsonaro pela Polícia Federal em Brasília, foi divulgado, segundo o vereador, para mostrar a dimensão dos problemas enfrentados.
Na publicação, Carlos disse que a situação tem se agravado de maneira contínua e que a família convive com episódios considerados críticos. Destacou que o pai apresenta limitações físicas frequentes e que precisa de acompanhamento médico constante para evitar complicações. Ele declarou ainda que situações semelhantes às mostradas no vídeo ocorrem com regularidade.
Ao final do texto, o vereador afirmou que a ausência de cuidados permanentes, monitoramento técnico e um ambiente adequado cria um cenário que classificou como de risco elevado. Carlos Bolsonaro encerrou a mensagem dizendo que divulgar o vídeo foi uma decisão dolorosa, mas que julgou necessária diante das circunstâncias que, segundo ele, têm se repetido nos últimos tempos.
Davi Fernandes
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