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Ministério da Justiça comunica ao Itamaraty presídio onde Carla Zambelli cumprirá pena

A ex-deputada foi condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do CNJ.

A Divisão de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça enviou ao Itamaraty, nesta segunda-feira (15), informações sobre o presídio onde a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deverá cumprir pena caso a Itália autorize sua extradição ao Brasil.

De acordo com o documento, a indicação é que Zambelli seja encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, localizada em Brasília. O presídio fica na mesma cidade onde a ex-parlamentar mantém domicílio. A recomendação consta em relatório enviado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Ministério da Justiça.

Foto: Lula Marques/EBCCarla Zambelli
Carla Zambelli

Carla Zambelli renunciou ao mandato na Câmara dos Deputados no último domingo (14). Ela foi condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas deixou o país antes do início do cumprimento da pena.

Na última sexta-feira (12), Alexandre de Moraes já havia enviado ao Ministério da Justiça um relatório sugerindo que a ex-deputada cumprisse a pena na Colmeia. O documento também respondeu questionamentos feitos pelas autoridades italianas sobre as condições do sistema prisional brasileiro, incluindo riscos de agressões e a estrutura das unidades.

Em resposta, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal informou que a Penitenciária Feminina do DF apresenta boas condições de funcionamento e conta com profissionais capacitados. Segundo o órgão, a alocação das internas segue critérios técnicos, levando em consideração vulnerabilidade, risco e a preservação da integridade física.

A unidade prisional é acompanhada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e por organismos de direitos humanos. A Secretaria de Administração Penitenciária também afirmou que eventuais denúncias feitas por detentas são formalmente apuradas.

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